Rodízio de caminhões começa nesta segunda-feira em São Paulo

SÃO PAULO - A partir da próxima segunda-feira, os caminhões terão novas regras de circulação para trafegar na cidade de São Paulo. O prefeito Gilberto Kassab e o secretário municipal de Transportes apresentaram nesta sexta-feira como será o plano de fiscalização nesta área, chamada de Zona de Máxima Restrição de Circulação (ZMRC), espaço de 100 km quadrados no centro expandido da cidade.

Redação com Agência Estado |

Caminhões de médio e grande portes serão proibidos de transitar na nova ZMRC das 5h às 21h, de segunda a sexta-feira, e das 10h às 14h aos sábados. Já os caminhões de pequeno porte, os Veículos Urbanos de Carga (VUC), de até 6,3 metros de comprimento, também terão restrições na circulação. A partir da próxima semana, eles entrarão em um sistema de rodízio de placas par e ímpar no período de 30 de junho a 31 de outubro, além de cumprir, cumulativamente, as regras do rodízio municipal de veículos.

Para que as transportadoras se adaptem à nova logística de entregas, as medidas restritivas serão implantadas em duas etapas. De 30 de junho até 31 de julho, nos dias ímpares os VUCs com placa de final ímpar terão circulação diurna liberada na zona de máxima restrição de circulação (similar à área do Centro expandido). Já nos dias pares, não poderão transitar. Para os VUCs com placa de final par, a circulação está liberada em dias pares.

Na segunda fase, que vai de agosto até o final de outubro, o revezamento de placas de acordo com os dias pares ou ímpares será mantido, mas o período de circulação será reduzido, passando a ser das 10h às 16h. Nenhum VUC poderá transitar nos horários de pico da manhã (5h às 10h) ou da tarde (16h às 21h). As regras de rodízio que segue o número final das placas, de acordo com os dias da semana, continua em vigor para os VUCs. 

A previsão da Prefeitura é de que já no primeiro mês de vigência da regulamentação, 85 mil caminhões deixem de circular na área de restrição. Na segunda etapa, até o fim de outubro, esse número sobe para 100 mil veículos.

Multas

O motoristas que não respeitarem a nova lei estão sujeitos a dois tipos de penalidades cumulativas, ambas de gravidade média. Aqueles que transitarem em local e horário proibidos pagarão R$ 85,13, além de perderem quatro pontos na carteira de habilitação. Já quem não respeitar o rodízio terá de desembolsar R$ 85,12 e terá descontados mais quatro pontos na carteira.

O caminhão que seguir descumprindo a lei pode ser multado até oito vezes no mesmo dia, o que pode acarretar em até R$681,04 em multas e 32 pontos na carteira de habilitação. No caso de o veículo estar em nome de pessoa jurídica a empresa tem até 15 dias para revelar o nome do condutor.

Esquema de fiscalização

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) montou um esquema especial para verificar se as novas medidas estão sendo cumpridas. Haverá 500 agentes nas ruas ¿ 300 para fiscalizar e 200 agentes da Zona Azul. A CET também contará com o apoio da Polícia Militar, que estará em pontos de apoio estratégicos e tem o poder de multar e até guinchar os caminhões dos infratores.

Além dos pontos de apoio ¿ que não serão fixos -, haverá 50 motos e 50 viaturas dando apoio às bases fixas. E também serão instaladas 51 câmeras de monitoramento do sistema de CFTV que auxiliarão a visualização dos possíveis infratores, e radares tipo LAP.

Estes são aptos a fiscalizar o cumprimento do rodízio, limite de velocidade, invasão nas faixas exclusivas para ônibus e veículos que estejam em situação irregular (sem pagamento de IPVA ou licenciamento, por exemplo). Para completar, serão contratados 60 radares fixos que vão operar em 126 pontos pré-estabelecidos e que devem estar instaladas até o final do ano.

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