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Rodízio de caminhão deve ser questionado no Congresso

O setor de transporte de cargas vai pedir a interferência do Congresso Nacional para evitar que o rodízio municipal de veículos passe a valer também para caminhões na capital paulista. A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) fez um pedido de audiência com o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), e aguarda confirmação de agenda para apresentar os problemas que o rodízio vai criar para os transportadores e as conseqüências que a decisão do prefeito Gilberto Kassab pode causar ao setor.

Agência Estado |

Os representantes pretendem chegar a Brasília já na próxima semana.

"A idéia de ampliar o rodízio e incluir os caminhões me parece apenas uma cópia daquilo que não tem sido suficiente para sanar o problema do trânsito na cidade. Além disso, é preciso avaliar os impactos econômicos dessa decisão", disse Chinaglia. Apesar disso, ele admite que precisa ouvir todos os argumentos para se posicionar de forma definitiva sobre o assunto.

Para Chinaglia, é preciso atrair a iniciativa privada para investir no transporte ferroviário e criar bolsões de estacionamento para que os motoristas deixem seus carros nas proximidades de estações de metrô e trem. Ele questiona onde ficarão estacionados os caminhões que forem proibidos de entrar em São Paulo por conta do rodízio. "O problema não será resolvido de uma hora para outra. Foram décadas de descaso nos governos municipais, estaduais e federais com a questão e é preciso que todos atuem em conjunto", opinou. Além disso, considera questionável adotar a medida antes que o Rodoanel seja concluído.

O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan), Marcelo Rocha, disse que a medida adotada pela Prefeitura de São Paulo de incluir caminhões no rodízio de veículos que circularem pelas marginais e avenida dos Bandeirantes a partir do dia 15 de maio é "colocar os carros na frente dos bois". "Por que não esperam até o Rodoanel ficar pronto?", questionou Rocha, referindo-se ao trecho sul da obra que vai interligar o trecho oeste às rodovias dos Imigrantes e Anchieta e diminuir o tráfego de milhares de caminhões que cruzam a avenida dos Bandeirantes diariamente rumo ao litoral.

Segundo o empresário, essa é mais uma medida para prejudicar a categoria, citando as interferências do Ministério Público proibindo que os motoristas trabalhem "além do horário normal" por causa do desgaste físico, e das confusões que serão ocasionadas ainda pelo fato de os clientes não quererem receber cargas durante a madrugada.

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