Vice-governador do Rio elogia ação da PM no sequestro de ônibus

Mesmo com reféns baleados, Luiz Fernando Pezão diz que tiros foram nos pneus e defende os disparos para parar o ônibus sequestrado

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, afirmou na manhã desta quarta-feira que a ação da polícia na terça, durante o sequestro de um ônibus no Centro da cidade, foi “satisfatória” e “mostrou evolução da polícia” em relação ao sequestro do ônibus 174 no ano 2000. O governador Sérgio Cabral também participou da abertura do segundo Congresso Fluminense de Municípios, mas não falou com a imprensa.

A perícia mostrou que a maioria dos tiros foi dada nos pneus ou perto . Isso mostra que a polícia agiu e estava por perto. Chegou imediatamente”, defendeu Pezão. Ele disse ainda que os policiais que inicialmente abordaram o ônibus fizeram o correto ao disparar. “Antes o ônibus saía, ia embora e ninguém pegava. Tem de atirar para parar o ônibus. Atiraram nos pneus, a maioria dos tiros está na frente e atrás das rodas”, analisou.

Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Perito da Polícia Civil analisa marcas de tiros no ônibus sequestrado
Cinco passageiros do ônibus, que eram mantidos como reféns, foram baleados. Os ocupantes do veículo afirmaram na terça-feira que todos os disparos vieram de fora do veículo, ou seja, teriam sido feitos por policiais. Uma das vítimas, Lisa Mônica Pereira, de 46 anos, foi atingida no tórax e está internada em estado grave no Hospital Municipal Souza Aguiar.

Questionado sobre os feridos, Pezão rebateu levantando dúvidas sobre a veracidade da informação de que não houve disparos feitos pelos criminosos. “Vamos ver se foi mesmo (a polícia que atirou). Temos de ver”, afirmou.

O vice-governador disse que a atitude dos policiais foi diferente daquela adotada no episódio do ônibus 174 e elogiou a ação. “É uma grande evolução. O governador não se mete a fazer pirotecnia, nem fica orientando como a polícia vai se comportar. Ele dá autonomia ao secretário de segurança (disse, em crítica ao ex-governador Anthony Garotinho, que teria interferido na ação da polícia no caso do ônibus 174).

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