Vereador preso no Rio planejava atentados contra promotores e juízes

Ex-PM e acusado de comandar milícia, ele foi transferido para o presídio federal de Porto Velho

iG Rio de Janeiro |

O vereador e ex-policial militar Sérgio Roberto Egger de Moura, de Araruama, na Região dos Lagos, foi transferido nesta sexta-feira (9) para o presídio federal de Porto Velho, em Rondônia.

Segundo o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, a transferência ocorreu porque foi descoberto que Egger, acusado de comandar uma milícia, tinha planos de atentados contra políticos, promotores, magistrados e outras pessoas. Ele está preso desde o ano passado.

De acordo com as investigações, Egger teria determinado a um comparsa solto recentemente, também um ex-PM, que executasse pelo menos um dos atentados. Um dos ameaçados, de acordo com o requerimento, foi seguido por uma pessoa em uma motocicleta, e o prédio onde mora foi vigiado por pessoas suspeitas. Relatório de inteligência da Polícia também menciona ameaças ao deputado estadual com atuação na Região dos Lagos.

Egger estava preso preventivamente no presídio Bangu 8, na zona oeste da capital fluminense. Ele já foi denunciado por crimes de porte ilegal de armamento de uso restrito, sequestro, coação, desacato, por tentativa de homicídio e denunciação caluniosa.

Histórico

Egger foi denunciado por um sequestro ocorrido em 2003, quando dois homens desapareceram após serem levados em uma viatura policial, e por coação de uma testemunha deste crime. A testemunha foi perseguida por homens, em um carro, que atiraram contra ela.

Outra denúncia contra Egger, desta vez por desacato, se deve à discussão travada por ele com um PM responsável pela apreensão de uma van que realizava transporte ilegal de passageiros. A veículo foi apreendido no dia 19 de agosto de 2009 a pedido de fiscais do Detro . De acordo com a denúncia, o vereador chegou ao local questionando a apreensão da van, usando, de acordo com a denúncia, xingamentos e dizendo que o PM “não sabia com quem estava se metendo”.

Em setembro de 2010, o vereador, que havia sido solto, foi preso novamente e denunciado por tentativa de homicídio, por um crime ocorrido novembro de 2009. Nesta data, ele teria ordenado que atirador fizesse disparos contra o PM Manoel Fonseca Domingues, que trabalhava na repressão ao transporte ilegal na região, que ele é acusado de comandar. O policial só não morreu porque revidou a agressão, a tiros, obrigando o atirador a fugir.

Para desmentir o registro de ocorrência, ele e o atirador foram à 118ª DP (Araruama), onde registraram outra ocorrência, alegando ter sido atacado pelo policial no momento que saía de uma farmácia. Por isso, ambos foram denunciados também por denunciação caluniosa.

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