Graças, bênçãos e curas estão nos pedidos de quem realizou simpatias ou deixou na praia “presentes” para as divindades

Flores, velas e outras oferendas foram colocadas nas areais da Praia de Copacabana no réveillon
Isabela Kassow
Flores, velas e outras oferendas foram colocadas nas areais da Praia de Copacabana no réveillon
Nos dias que antecedem o ano-novo até a meia-noite do dia 31 de dezembro, flores, velas e todo tipo de oferenda tomam as areias e a beira do mar da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, protagonista de um dos maiores réveillons do mundo. Lançando mão de mandingas, simpatias e muita fé, milhares de pessoas seguem rituais religiosos – ou particulares – na esperança de alcançar graças, bênçãos ou curas.

Leia também: Réveillon de Copacabana recebe o título de o melhor do mundo

A engenheira Anna Florderosa costuma comprar rosas e velas para pedir benção e proteção para toda a família. “Compro uma rosa e uma vela para cada pessoa da família. Fico sentada mentalizando e rezando. Peço paz e que esse ritual traga muita energia boa e amor. Agradeço o ano que passou e peço um ano melhor”, diz Anna. Ela também ensina: “É bom cavar um buraco bem fundo na areia senão as velas apagam. Fico esperando queimar e, às vezes, coloco as flores no mar”.

Michele Gardel, de 34 anos, prefere fazer sua oferenda durante a tarde do dia 31. “Prefiro vir mais cedo porque à noite tem muita energia carregada. Trouxe palmas para jogar no mar e pular sete ondas. Estou desejando saúde, prosperidade e amor. Quase todo ano repito esse mesmo ritual. Nunca é demais pedir coisas boas".

Fernanda Alves é auxiliar do centro de umbanda Tia Maria e diz: “Todo ano nos reunimos na areia da praia. As rosas são oferendas para Iemanjá, o champanhe é para purificação e as velas são oferendas para todos os orixás. Fazemos isso para ter uma boa entrada de ano e abrir nossos caminhos”.

Fabiane dos Santos, de 27 anos, gosta de manter a tradição de virar o ano em Copacabana. “Eu vim acompanhar porque é um costume antigo. Vim receber as bênçãos do seu Zé Pedro pra que nesse ano que se vai todas as mazelas vão embora com ele".

O casal Antonio Sarpe e Carla Bento escolheram a dedo as flores para a oferenda de final de ano. “Viemos oferecer as flores para Iemanjá. Escolhermos cada flor por um motivo”, disse Antonio. Carla explicou o significado de cada uma delas. “Escolhi a rosa amarela para chamar criatividade, a branca para tranquilidade e a vermelha para ter paixão e intensidade”.

Tamar Labarreri, de 34 anos, gosta de passar a virada do ano ao lado da família. “Sempre trazemos flores brancas porque representam paz. Pulamos as sete ondas, agradecemos o ano que passou e o que vai chegar”.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.