UPP: novo comandante tem o desafio de chegar a 40 unidades até 2014

Coronel Rogério Seabra se reúne com antecessor, coronel Robson Rodrigues, para se inteirar do andamento das ações

iG Rio de Janeiro |

Menos de 24h após o novo comandante-geral da PM do Rio tomar posse e promover mudanças no comando da instituição , os oficiais que ganharam ou perderam o posto começaram a trabalhar. O novo comandante da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPPs), coronel Rogério Seabra, passará a tarde deste sábado (1) com seu antecessor, coronel Robson Rodrigues, para ficar a par das diretrizes da política implantada nas UPPs. O encontro é informal.

No início de setembro, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame afirmou a capital fluminense terá 40 UPPs até 2014 , quando será realizada a Copa do Mundo no Brasil. Hoje há 17 unidades no Estado que juntas contabilizam cerca de 3.500 policiais militares em suas instalações.

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Beltrame reiterou ainda que o cronograma do projeto das UPPs prevê unidades em Niterói, na Baixada Fluminense e nas comunidades da Rocinha e do Vidigal, na zona sul carioca.

Na terça-feira (4), porém, o coronel Seabra deve participar formalmente de uma exposição sobre a política de pacificações e o andamento da implementação de outras UPPs, como a da Mangueira .

Também deverá ficar a par sobre a conclusão de pacificação nos complexos de favelas do Alemão e da Penha, na zona norte, ocupadas desde novembro do ano passado por soldados da Força de Pacificação.

Os militares devem permanecer nas comunidades até junho de 2012. Com a chegada das UPPs, a PM prevê a presença de 2.200 PMs no complexo.

Um dos desafios da instalação das Unidades de Polícia Pacificadora é a aceitação de alguns moradores. Nos últimos meses houve conflitos entre pessoas da comunidade e militares .

Investigação na UPP dos morros da Coroa e Fallet / Fogueteiro

No último dia 12, a PM noticiou o afastamento do comandante e o subcomandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) dos morros da Coroa e Fallet / Fogueteiro, capitão Elton Costa e tenente Rafael Medeiros . Inquérito instaurado pela corporação investiga um suposto esquema de pagamento de propina por traficantes a policiais dessa UPP.

Leia também: PMs que trabalham em UPP são presos com dinheiro suspeito

Na ocasião, foi denunciado um esquema de propina que abasteceria os agentes com valores que variam de R$ 400 a R$ 2 mil e no mês totalizam mais de R$ 53 mil. As quantias seriam enviadas em envelopes nominais e variavam de acordo com a patente e a importância do soldado no policiamento.

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