Três vítimas de batida entre trem e ônibus seguem internadas no Rio

Acidente aconteceu na noite de quinta-feira em Nova Iguaçu e deixou 20 feridos

iG Rio de Janeiro |

Três vítimas do acidente ocorrido entre um trem de carga e um ônibus na noite de quinta-feira na Baixada Fluminense continuam internadas. A colisão entre a composição da empresa MRS Logística e o coletivo da Viação Tinguá ocorreu por volta das 19h, no cruzamento da linha férrea com a Estrada Luís de Lemos, no bairro Miguel Couto, em Nova Iguaçu. No total, 20 pessoas ficaram feridas.

De acordo com a secretaria municipal de Saúde de Nova Iguaçu, Adriano Henrique da Silva Araújo e Maria Elizabete da Silva Sinha passaram por cirurgias na região do abdômen no Hospital da Posse e seguem estáveis. João Paulo Belarmino Silva teve várias fraturas e permanece internado no Hospital de Saracuruna, em Duque de Caxias. Segundo a secretaria estadual de Saúde, ainda não há previsão de alta.

Procurada pelo iG, a MRS Logística informou que o trem envolvido no acidente havia saído de Minas Gerais e seguia em direção ao porto do Rio de Janeiro. A composição possui 26 vagões e carregava cimento e materiais siderúrgicos. Somente o maquinista estava no trem e ele não sofreu escoriações.

A empresa alegou que a possibilidade do trem de carga não ter respeitado a sinalização é praticamente nula. Segundo a companhia, as indicações existentes em cruzamentos de linhas férreas servem para os demais veículos que transitam pelo local. De acordo com a MRS, em movimento, dependendo do trem, o veículo necessita de 500 a mil metros para parar. A Viação Tinguá ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.

Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) realizaram uma avaliação do acidente e o laudo deve ficar pronto em 30 dias. O documento será encaminhado para a Polícia Civil. O vigilante Francisco Soares, que trabalha no Hospital da Posse, ajudou a socorrer as vítimas. Soares disse ao iG que estava trabalhando na unidade de saúde na hora do acidente, mas foi ao local para ajudar os feridos.

“Foi complicado. O hospital todo se mobilizou. Os cirurgiões e os ortopedistas todos desceram. Foi uma coisa terrível”. O vigilante afirmou que conseguiu tirar cinco pessoas do coletivo. “Algumas que não estavam sentindo as pernas e outras não estavam sentindo os braços. Mas com cuidado deu para tirar cinco”.

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