Três morrem em desabamento de prédio no Rio

Corpo de Bombeiros havia anunciado quatro mortos e 15 pessoas feridas

Daniel Gonçalves, iG Rio de Janeiro |

Um prédio de três andares na Rua Laura de Araújo, na Cidade Nova, no centro do Rio de Janeiro, desabou na manhã deste sábado (30) matando três pessoas, segundo o Corpo de Bombeiros. Ainda não se sabe a causa do desabamento. Outros imóveis vizinhos foram parcialmente atingidos, mas não chegaram a desmoronar. Um carro estacionado na rua também foi atingido pelos escombros.

Futura Press
Bombeiros procuram por empregada doméstica que está desaparecida
Inicialmente, o comandante da corporação, coronel Pedro Machado, havia anunciado a morte de quatro pessoas. No final da manhã, contudo, ele confirmou apenas três óbitos: duas crianças e uma idosa. Mas não revelou a identidade de nenhuma das vítimas.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, além dos três mortos, nove pessoas ficaram feridas. Os bombeiros, contudo, informam 15 feridos. Segundo a assessoria do Hospital Souza Aguiar, no Centro, as duas crianças e uma idosa chegaram ao local já mortas. Outras seis pessoas foram atendidas no Souza Aguiar, nenhuma com gravidade.



Os moradores informaram que pelo menos 30 pessoas moravam no prédio, que ainda abrigava uma oficina mecânica no térreo. Por isso, as equipes de socorro estão evitando usar máquinas pesadas na esperança de que ainda haja algum sobrevivente. O Corpo de Bombeiros, no entanto, confirma que apenas uma pessoa, a empregada doméstica Antonia Satira, está desaparecida.

Duzentas pessoas trabalham no resgate, sendo 60 homens do Corpo de Bombeiros, 30 da PM e, o restante, técnicos da Prefeitura e da Defesa Civil.

Rachadura

O desabamento ocorreu por volta das 7h. Os bombeiros chegaram às 7h15 ao local, que fica próximo ao Sambódromo, no centro do Rio. Luiz Otávio da Silva, dono da oficina que funcionava no térreo do prédio, disse que viu pedaços da parede caindo minutos antes do desabamento. Então, ele começou a bater na porta dos vizinhos para avisá-los.

Um dos moradores alertados por Luiz Otávio foi o balconista José Marcos Carvalho Silva, 33 anos, que estava trabalhando em uma padaria. “Fui no meu apartamento e vi que na cozinha tinha uma rachadura da largura de um dedo. Eu pedi a minha mulher para pegar a minha filha e comecei a chamar todo mundo. Nós tentamos ligar para a Defesa Civil, mas não deu tempo. Dez minutos depois caiu tudo”.

Outro morador, Rodrigo Cardeal da Silva, conseguiu escapar com a mulher e os dois filhos pequenos por um vão entre uma escada e o andar de cima. "Estamos sem nada. Mas a sensação é maravilhosa por estarmos vivos", disse, abraçando um filho.

Interdição e desabrigados

O secretário Estadual de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, descartou a possibilidade de o desabamento ter sido provocado por uma explosão de gás, como chegou a ser aventado logo após o acidente. Segundo ele, técnicos e peritos da Defesa Civil e do Instituto de Criminalística Carlos Éboli vão apontar as causas para o desmoronamento do prédio.

Côrtes disse que está sendo feito um levantamento para verificar se o prédio foi vistoriado recentemente. E, por medida de precaução, as construções adjacentes ficarão interditadas por tempo indeterminado. O secretário afirmou que os desabrigados serão cadastrados e receberão aluguel social.

Domingos Peixoto/O Globo
Prédio de três andares desabou na Rua Laura de Araújo, no centro do Rio de Janeiro

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