Travestis são presos suspeitos de explorar prostituição no Rio

Grupo cobrava mensalidade pelos pontos de programa. Quem não pagasse, era espancado e esfaqueado. Quadrilha explorava menores

iG Rio de Janeiro |

Policiais civis da delegacia de Copacabana (12ª DP), na zona sul do Rio de Janeiro, prenderam nesta quinta-feira (21) dois travestis suspeitos de explorarem um esquema de prostituição no próprio bairro, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na zona norte da capital, e também em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Segundo o delegado Antenor Lopes, um dos presos identificado como Ulisses Menezes da Mota, de 47 anos, conhecido pelo apelido de Iarley, comandava a quadrilha. Ele cobrava até R$ 3 mil mensais de outros travestis para que eles pudessem fazer programas em determinados pontos.

De acordo com o policial, quem não pagasse, era espancado, esfaqueado, tinhas as roupas rasgadas e era obrigado a cortar o cabelo, entre outras punições.

Iarley, de acordo com as investigações, também criou um código de conduta entre os travestis que explorava. Quem viajasse sem a sua autorização ou mudasse de apartamento sem lhe comunicar, recebia multas, que variavam entre R$ 300 e R$ 500.

Além de Iarley, foi preso também Cláudio dos Santos, conhecido como Boró, de 40 anos. Outros dois integrantes do bando estão sendo procurados. A preferência da quadrilha era explorar travestis menores de idade.

Antenor afirmou que a violência aplicada por Iarley era tanta que ele chegou a ser denunciado à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Ele possui oito anotações criminais pelos crimes de tentativas de homicídio, extorsão, rufianismo, receptação, falsidade ideológica e exploração sexual de crianças e adolescentes.

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