Traficantes da Rocinha dão toque de recolher e fazem barricadas

Clima é de tensão na principal favela da zona sul, que abriga criminosos de outras áreas. Carro de som da associação pede calma

iG Rio de Janeiro |

Em meio a operações da polícia contra os ataques de criminosos, traficantes da Rocinha decretaram toque de recolher às 22h, intensificaram barricadas com bujões de gás, pneus e gasolina, e contam com o auxílio de bandidos de outras favelas da mesma facção.

Trata-se de uma preparação para eventual confronto com a polícia, que por enquanto prioriza as favelas de outra facção criminosa.

O clima na Rocinha é de tensão, relataram ao iG três moradores nesta sexta-feira. Durante toda a noite desta quinta, um carro de som da associação de moradores circulou pelo local pedindo que as pessoas mantenham a tranquilidade e a rotina, porque não haveria incursões policiais no local.

Localizada em São Conrado (zona sul do Rio), a favela é o principal centro de distribuição de drogas de uma facção de criminosos. O grupo é diferente daquele da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão, que tem sido o principal alvo de combate da polícia.

A movimentação dos traficantes na Rocinha, entretanto, vinha sendo intensa nos últimos dias, na formação de barricadas. “Tem muita gente de fora, diferente, de outros morros”, contou um morador.

“Bondes” de até cem traficantes a pé e em motos circulam, em imagens semelhantes às vistas na Vila Cruzeiro, pela TV. “Tem muitas armas pesadas, fuzis de cano grosso e armas de tripé”, contou uma pessoa da comunidade.

Às 11h desta quinta-feira, Daniel de Castro, o Cabeludo, foi preso quando tentava comprar seis tonéis de gasolina de 50 litros cada para levar à favela.

Conforme uma pessoa da comunidade ouvida, bujões de gás estão sendo enterrados, em lugares estratégicos, como armadilhas. Há barricadas no fim da localidade conhecida como Valão, na Rua 2, nos Terreirões, o iG apurou.

Boatos de operações do Bope são freqüentes e as vias da favela, normalmente extremamente movimentadas estão “desertas”, na definição de um morador. Hoje, traficantes passaram a circular com mais discrição pelas ruas.

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