Presidiário recebeu alta médica e, como estava sem escolta, foi para casa

O traficante que foi para casa após receber alta do hospital onde passou por uma cirurgia se apresentou nesta quinta-feira (10) à Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio de Janeiro. Luiz Cláudio Santana, conhecido como Lico, foi encaminhado para o Complexo Penitenciário de Bangu, onde cumpria sua pena.

O traficante passou por uma operação na perna no Hospital Espanhol, de propriedade particular, com uma autorização judicial. Lico corria risco de amputar a perna e o Hospital Penitenciário não tinha condições para realizar a cirurgia.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), o traficante não possuía escolta porque estava no regime de prisão albergue domiciliar. Após passar quatro meses internado, Lico recebeu alta na terça-feira (8) e deixou o hospital.

A direção da unidade médica alegou que não sabia que o traficante era presidiário e, portanto, precisaria de uma escolta para deixar o local. Segundo o hospital, o paciente foi internado através de um convênio para uma cirurgia eletiva e liberado por um médico que não pertence ao seu corpo clínico.

O regime de prisão albergue domiciliar é destinado aos presos que cumprem pena no regime semiaberto. Segundo a Lei de Execuções Penais, ela pode ser utilizada se o preso tiver alguma doença grave, for maior de 70 anos, tiver filho menor de idade, possuir deficiência física ou mental, ou, se for mulher, estiver grávida.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.