Todas as ordens de ataques vinham do Alemão, diz chefe de Polícia

Após inteligência identificar que criminosos do complexo de favelas orquestravam onda de violência, Estado fez operação no local

iG Rio de Janeiro |

O chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Allan Turnowski, afirmou nesta terça-feira que o Complexos do Alemão e da Penha centralizavam o comando da onda de ataques incendiários no Rio e por isso foram o alvo das ações das forças de segurança.

Os serviços de Inteligência das forças de segurança do Rio identificaram que as ordens partiam por telefone diretamente do Complexo do Alemão para criminosos de outras favelas da Região Metropolitana do Rio.

Como medida para interromper os ataques, foi feita a megaoperação na região. Com o auxílio das Forças Armadas, as polícias Civil e Militar do Rio tomaram controle da Vida Cruzeiro e do complexo do Alemão.

“Todas as ordens [para os ataques] vinham do Alemão. Identificamos isso e fomos para lá. Eles perderam o quartel-general da facção, onde guardavam drogas para outras favelas do grupo. Foi um golpe muito duro neles, além do resgate de território, que rendia semanalmente valores absurdos de lucros. Só esse território seria capaz de sustentar toda a facção”, afirmou Turnowski.

A estratégica parece ter surtido efeito. A partir do primeiro dia de operações na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, os ataques caíram até chegar a apenas três, na segunda-feira (29), e nenhum nesta terça (30), após a tomada do Alemão, no domingo.

A Secretaria de Segurança atribui os ataques a uma facção criminosa que perdeu territórios devido à implantação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora).

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