Thor afirma em microblog que vítima foi imprudente

Filho mais velho de Eike Batista relata sua versão do acidente no Twitter

iG Rio de Janeiro |

Na noite dessa segunda-feira (19), Thor Batista usou o microblog Twitter para relatar a sua versão do acidente que vitimou o ajudante de pedreiro Wanderson Pereira dos Santos , de 30 anos, na noite do útlmo sábado.

Batista contou que voltava de um almoço em Itaipava, distrito da região serrana, acompanhado de um amigo, que estava no banco do carona. Próximo ao local do acidente, na altura do município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, devido à falta de iluminação, ele acionou os faróis do carro no máximo e estava, segundo ele, dentro do limite de velocidade. 

O filho mais velho de Eike Batista, disse que sabia que naquele trecho era comum a travessia de ciclistas. “Cerca de seis vezes dentro de um ano, estava consciente que frequentemente ciclistas atravessam a faixa dupla da autoestrada”.

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Mas, repentinamente, segundo Batista o ajudante de pedreiro atravessou a rodovia. “Me recordo que Wanderson empurrava a bicicleta com o pé esquerdo no chão. Sentado, porém, no banco da bicicleta".

Após frear, o veículo, mesmo sendo automático, reduziu a velocidade de 100 km/hr para 90 km/hr. Depois da colisão, Batista explicou porque estacionou o veículo a 200 metros do local do acidente.

"O forte impacto quebrou o para-brisa, provocando cortes no meu corpo e impossibilitando a minha visão. Abri, então, a porta do motorista, botei a cabeça para fora do carro e conduzi o veiculo até um local seguro, evitando outra colisão", disse.

Batista deverá prestar depoimento na próxima quarta-feira (21). Ele poderá ser indiciado por homicídio culposo.

Confira o relato de Thor Batista na íntegra:

"Descia a BR-040 após um almoço com amigos, coisa que faço uma vez por mês. No restaurante Clube do Filet em Itaipava. Durante todo o trajeto, a velocidade do veiculo SLR McLaren permaneceu dentro dos limites da lei, realizei ultrapassagens.

Perto do local do acidente, não tem iluminação, por isso utilizava o farol alto, farol de milha e farol de neblina. Trafeguei por ali cerca de seis vezes dentro de 1 ano, estava consciente que frequentemente ciclistas atravessam a faixa dupla da autoestrada.

Vinha na faixa esquerda com muito cuidado, sem ao menos dialogar com o meu carona, repentinamente um ciclista atravessou do acostamento do lado direito até o meio da faixa da esquerda, onde trafegam veículos. Minha imediata reação foi aplicar forca total nos freios do carro, segurando o volante reto, mas infelizmente foi impossível evitar a colisão.

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Me recordo que Wanderson empurrava a bicicleta com o pé esquerdo no chão.

Sentado, porém, no banco da bicicleta. A frenagem trouxe o carro de 100 km/h até 90 km/h até o momento da colisão apenas, infelizmente. Eu conduzo carros com transmissão automática com um pé no acelerador e outro no freio, o que possibilita uma reação muito mais rápida.

Após a colisão, a pressão no pedal do freio continuava, trazendo o veiculo ate 20 km/h. Meu dever era levar o veículo ate o acostamento. O forte impacto quebrou o para-brisa, provocando cortes no meu corpo e impossibilitando a minha visão. Abri, então, a porta do motorista, botei a cabeça para fora do carro e conduzi o veiculo até um local seguro, evitando outra colisão.

Estacionei o carro longe da colisão, diria que 200 metros de distância. Liguei o pisca alertas e com o auxílio de outros consegui sair. Estava com dores no corpo, com muito sangue no corpo, tremendo de nervosismo, traumatizado. Nunca tinha sofrido um acidente.

Por estes motivos, eu estava fisicamente, psicologicamente e emocionalmente INCAPACITADO de prestar socorro ao Wanderson. Outros motoristas vieram me auxiliar. Pedi para que os mesmos chamassem ambulância urgentemente e prestassem socorros, já que eu tive que ser levado urgentemente ao posto médico do pedágio a 3 km de distancia da colisão, pois sangrava muito e estava atordoado.

Ainda no carro a caminho do posto médico, liguei para uma das pessoas que se responsabilizou por prestar socorros a Wanderson. Pois queria muito saber o estado da vítima. Fui informado que a ambulância já estava no local da colisão e havia constatado, infelizmente que a Wanderson Pereira dos Santos havia falecido. Fiquei sem reação no momento.

Chegando no posto medico da CONCER, ao lado do pedágio, os enfermeiros me levaram para dentro de uma ambulância. Cuidaram primeiro do carona, que suspeitava ter fraturado a mão. Na minha vez, ele constatou que eu precisava ir até um hospital urgentemente.

Pedi ao menos para que o enfermeiro jogasse soro no meu braço direito, todo cortado, antes de partir."

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