Testemunhas de procuradora aposentada depõem a portas fechadas

Vera Lúcia é acusada de torturar uma menina de dois anos que pretendia adotar e estava sob sua guarda provisória

iG Rio de Janeiro |

AE
Vera Lúcia Gomes no dia que se apresentou à Polinter, no Rio de Janeiro
Oito testemunhas de acusação e seis de defesa do processo envolvendo a procuradora aposentada Vera Lúcia de Sant´Anna Gomes prestam depoimento a portas fechadas nesta sexta-feira no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A ré é acusada de torturar uma menina de dois anos de idade que pretendia adotar e estava sob sua guarda provisória.

A sessão presidida pelo juiz Mário Henrique Mazza está sendo realizada a portas fechadas a pedido do Ministério Público. A estratégia teria como objetivo preservar as testemunhas, para que elas tenham tranquilidade e segurança para prestar suas declarações. O Ministério Público recebeu informações de que algumas delas estavam se sentindo pressionadas e expostas pelo assédio da imprensa.

Vera Lúcia chegou ao TJ-RJ no final da manhã desta sexta-feira e entrou pela porta dos fundos. Ela deve ser a última a prestar depoimento. Entre as testemunhas de acusação estão ex-empregadas da acusada. Na defesa, serão ouvidas a cabeleireira, a taróloga da procuradora, além de uma psicóloga.

Vera Lúcia está detida desde o dia 13 de maio numa cela especial na unidade feminina do presídio Nelson Hungria, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio. A procuradora aposentada divide a cela com outras nove detentas - a maioria presa por tráfico de drogas.

Na última terça-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou habeas-corpus à Vera Lucia Sant'Anna Gomes. Caberá à Quinta Turma a análise do mérito do caso.

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