Subsecretário: “Ônibus, trem e metrô têm lotação respeitada. Aqui é diferente”

Sebastião Rodrigues, presidente da empresa que administra bondes promete estudar modernização de bondes. Serviço está suspenso

Anderson Ramos, especial para o iG Rio de Janeiro |

Anderson Ramos
Peritos da Polícia Civil analisam, na manhã deste domingo, o bonde acidentado
O subsecretario de Transportes e presidente da Central, empresa do Estado que administra os bondes de Santa Teresa, Sebastião Rodrigues, admitiu esta manhã que a capacidade máxima de lotação dos veículos sobre trilhos no bairro não é respeitada.

"Ônibus, trem, avião e metrô têm a sua capacidade respeitada. Aqui é diferente”, afirmou Rodrigues. A lotação máxima dos bondes é de 32 passageiros sentados e 12 em pé, além dos estribos laterais. A soma dos cinco mortos com 57 feridos no acidente chega a 62 pessoas, 18 acima da capacidade permitida.

Como o secretário e seu chefe, Júlio Lopes, Rodrigues atribuiu esse fato a uma questão “cultural”.

Arte iG
Bondinho que se acidentou Santa Teresa estava superlotado, de acordo com as primeiras conclusões das investigações

Segundo o presidente da Central, será estudada uma maneira de modernizar os bondes sem perder suas características históricas.

De acordo com ele, a empresa dispõe de sete bondes, cinco deles em condições de uso e dois em manutenção.

O sistema de bondes está suspenso, ao menos até o fim da perícia. Não há previsão para a volta da operação no bairro.

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