Sobrinho de Beira-Mar deixa presídio no Rio de Janeiro

Justiça decretou relaxamento de sua prisão. Para juíza, não há indícios suficientes que comprovem participação em sequestro de ônibus

iG Rio de Janeiro |

Um dia após do Tribunal de Justiça do Rio decretar o relaxamento de sua prisão , Jean Júnior da Costa Oliveira deixou no final da manhã deste sábado (13) o presídio Ary Franco, localizado no bairro de Água Santa, zona norte da capital fluminense. Sobrinho do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar , ele havia sido preso como sendo suspeito de ter participado do sequestro de um ônibus na última terça-feira (9) no centro do Rio.

Em sua decisão, a juíza Maria Elisa Peixoto Lubanco ressaltou que Jean não foi preso em flagrante e que não há indícios suficientes de sua participação no crime, uma vez que somente um policial militar, que entrou no ônibus após denúncia do motorista, o reconheceu.

Jean foi preso no Hospital São Lucas , em Copacabana, na zona sul do Rio, horas depois do sequestro ao coletivo. Ele apareceu na unidade com um tiro no testículo. Segundo a polícia, o disparo foi feito por ele próprio. Na ocasião da prisão, PMs do batalhão de Copacabana disseram que ele tinha sido reconhecido por vítimas.

Prisões preventivas

Na mesma sentença, a juíza também decretou as prisões preventivas de outros três suspeitos de terem participado do crime: Renato da Costa Júnior, Bruno Silva de Lima e Clerivan da Silva Mesquita. Somente os dois primeiros estão presos.

Renato e Bruno foram presos em flagrante após os reféns terem sido libertados. Segundo a magistrada, que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, os acusados devem continuar presos para a garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal.

“As circunstâncias de tais delitos, que foram praticados no interior de um coletivo onde várias pessoas voltavam do trabalho para seus lares, mediante concurso de pessoas, com emprego de armas e uma granada indicam que são muito perigosos, ressaltando que as vítimas esclareceram que os citados indiciados foram agressivos com os passageiros”, ressaltou a magistrada.

Quanto a Clerivan, a juíza destaca que há indícios suficientes de autoria, pois foi reconhecido por um dos reféns e pela dona do carro que ele usou para fugir do local do crime.

No sequestro, cinco pessoas foram baleadas, sendo que três permanecem internadas. O caso mais sério é o de Lisa Mônica Pereira, de 46 anos, que levou um tiro no peito e teve o pulmão perfurado. Seu estado é considerado grave .

Uma perícia feita pela Polícia Civil indicou que o ônibus foi atingido por 14 disparos , todos de fora para dentro. Dois PMs que admitiram ter atirado foram indiciados por lesão corporal culposa (quando não há intenção de matar).

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