Sobrecarga na Justiça do Rio atrasa alvarás de soltura dos bombeiros

Após expedição de alvarás, oficiais de Justiça ainda vão para a Polinter saber se militares têm outros mandados de prisão

iG Rio de Janeiro |

Em virtude do volume de alvarás de soltura a serem expedidos em favor dos bombeiros presos por invadirem o Quartel-Central da corporação na semana passada, houve uma sobrecarga na rede de informática do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Com isso, os militares ainda não conseguiram deixar o quartel da corporação, em Niterói.

Segundo o TJ-RJ, em parceria com a Auditoria Militar, técnicos da Diretoria Geral de Tecnologia da Informação (DGTEC) do órgão estão agilizando a digitação dos alvarás e a juíza titular da Auditoria Militar, Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, assinando os documentos.

Em seguida, dois oficiais de justiça da seção irão para a Polinter, onde será verificado, um por um, se eles possuem outro decreto de prisão. Após, os oficiais seguirão para cumprir os alvarás nos quartéis onde os bombeiros estão detidos.

Os militares tinham expectativa inicial de deixar o quartel no fim da tarde.

Anistia

Deputados estaduais já encaminharam à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro uma proposta de emenda constitucional (PEC) com o objetivo de dar anistia administrativa aos bombeiros que foram presos.

A proposta prevê a não aplicação de sanções internas, mas não livra os militares de punições criminais. Segundo o deputado Marcelo Freixo (PSOL), o presidente da Alerj, Paulo Melo (PMDB), se mostrou sensível à medida.

"Essa questão é a mais urgente de todas, não adianta negociar aumento agora se depois eles
forem demitidos", disse o parlamentar. O presidente da Alerj se mostrou sensível e prometeu nos dar uma resposta este fim de semana", disse o parlamentar.

Para ser aprovada, a PEC precisa ser votada em dois turnos e contar com 42 votos favoráeis entre os 55 deputados estaduais.

O secretário estadual da Defesa Civil e comandante-geral da corporação, coronel Sérgio Simões, afirmou hoje que, assim que forem soltos, os bombeiros retornarão ao trabalho imediatamente.

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