Sobe para R$ 11 mil recompensa por mulher acusada de matar marido e amante

Conhecida como Viúva Negra, ela ficou casada com três homens ao mesmo tempo. Fez dois deles reconhecerem a paternidade de um filho

iG Rio de Janeiro |

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Recompensa por "Viúva Negra" passou de R$ 2 mil para R$ 11 mil
O Disque-Denúncia do Rio de Janeiro anunciou nesta segunda-feira que aumentou de R$ 2 mil para R$ 11 mil a recompensa para quem der informações sobre o paradeiro da advogada gaúcha Heloísa Borba Gonçalves, a “Viúva Negra”, de 61 anos.

Segundo a ONG, o valor da recompensa por seu paradeiro é uma das maiores já oferecidas no Estado. Heloísa é suspeita de fraudes e estelionato, e também de ordenar a morte de um amante e de um marido.

A "Viúva Negra" já foi condenada a mais de 19 anos de prisão pela 19ª Vara Criminal do Rio de Janeiro e responde a outro processo por dois assassinatos e tentativa de um terceiro, na 1ª Vara Criminal. A Justiça aguarda pelo depoimento de Heloísa, desde 2004.

Heloísa foi casada com o Irineu Duque Soares, que foi assassinado em 6 de outubro de 1983, com seis tiros, em uma rua, de Magé, na Baixada Fluminense. Eles casaram com pacto antenupcial, garantindo a ela três imóveis em Botafogo, na zona sul e duas linhas telefônicas.

Três casamentos ao mesmo tempo

Após a morte de Irineu, a suspeita se casou com Roberto de Souza Lopes. Esse casamento durou de junho de 1985 a novembro de 1990. Nesse período, casou-se também com o coronel Jorge Ribeiro, em 15 de julho de 1989, praticando assim o crime de bigamia.

Jorge seria assassinado a marretadas e com as mãos amarradas na sala comercial que tinha na Rua Siqueira Campos, em Copacabana, no dia 19 de julho de 1992. Na época do crime, o casal já estava separado mas Heloísa estava no local do crime.

Mesmo casada com o coronel e com Roberto, a Viúva Negra também se uniu ao comerciante Nicolau Saad ao mesmo tempo. Na época, ela engravidou e fez com que o coronel e o comerciante reconhecessem a criança.

Heloísa manteve também um relacionamento amoroso de sete meses com o libanês Wagih Elias Murad. Ele acabou assassinado em 1993 junto com um amigo foi morto a tiros ao lado de um amigo, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste.

Antes de morrer, o estrangeiro contratou um detetive particular para investigar o passado da mulher. O filho de Wagih sofreu uma tentativa de homicídio no qual o investigador acabaria morto.

O Disque-Denúncia pede que qualquer informação a respeito da Viúva Negra seja passada para o telefone (21) 2253-1177. O anonimato é garantido.

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