Sete bueiros de uma mesma avenida no centro do Rio têm alto risco de explosão

Um oitavo bueiro, que fica em uma via próxima, também apresenta risco, segundo vistorias feitas pela Prefeitura

iG Rio de Janeiro |

Fábio Rossi / Agência O Globo
Galeria subterrânea explodiu entre as avenidas Almirante Barroso e Treze de Maio
A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos, informou nesta terça-feira (30) que, durante as vistorias do monitoramento independente de bueiros da cidade realizadas na madrugada e manhã de hoje, foram identificados sete bueiros com alto risco de explosão na avenida Treze de Maio, no centro.

Uma oitava galeria subterrânea na avenida Almirante Barroso, que fica próxima da Treze de Maio, também apresenta risco, segundo a prefeitura. Ontem, um bueiro explodiu na esquina das duas vias. Houve deslocamento da tampa de aço mas ninguém se feriu.

Em todos os casos o protocolo de emergência foi acionado, com a comunicação imediata ao Centro de Operações Rio e as concessionárias Light e CEG (Companhia Estadual de Gás). Os oito bueiros estão abertos, sinalizados e as equipes de emergência da CEG trabalham no local.

A inspeção durante esta madrugada na região da Treze de Maio foi determinada pela Prefeitura após a explosão de ontem, que ocorreu em uma galeria da CET-Rio (Companhia Municipal de Engenharia de Tráfego).

Vistorias realizadas após a explosão comprovaram que não havia dano no material elétrico da CET-Rio, cabos e fibras óticas dos sinais de trânsito, que se encontravam em perfeito estado, isolados e não possuíam emendas que expusessem as vias condutoras metálicas. As causas do acidente estão sendo avaliadas, assim como a procedência do gás que acarretou a explosão.

Os trabalhos de inspeção nessa madrugada totalizaram 294 bueiros, sendo 59 naTreze de Maio e Almirante Barroso, 64 na avenida Presidente Vargas, 77 nas avenidas Princesa Isabel e Nossa Senhora de Copacabana, em Copacabana (zona sul) e 94 na rua Voluntários da Pátria, em Botafogo, na mesma região.

O monitoramento independente de bueiros, que terá duração de seis meses, é uma iniciativa do acordo de cooperação entre a Prefeitura do Rio, governo fluminense, Ministério Público e Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ).


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