Servidores da PF e da Receita são suspeitos de fraudes de R$ 400 mi

Quadrilha fraudou o fisco. Grupo agia no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro

iG Rio de Janeiro |

O Ministério Público Federal denunciou nesta quinta-feira (1º) duas servidoras da Receita Federal e outras 15 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa suspeita de fraudes contra o fisco no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, na Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro.

Outros 15 funcionários do órgão e três policiais federais também são suspeitos de participar do esquema mas ainda não foram denunciados. A PF (Polícia Federal) acredita que mais de cem pessoas possam estar ligadas ao grupo. As investigações foram iniciadas em 2008 e o prejuízo causado pela quadrilha aos cofres públicos é estimado em R$ 148 milhões por ano (mais de R$ 400 milhões)

Uma das fraudes praticadas pelo bando era de um esquema de facilitação ao contrabando e descaminho de mercadorias estrangeiras. Os produtos, que vinham principalmente de Miami (EUA), eram enviados para o Rio de Janeiro com declaração falsa de conteúdo e destinadas a um remetente fictício, cujo nome servia como identificação para os demais participantes do esquema.

Outra fraude cometida era a internação de mercadoria estrangeira via passageiros procedentes de voos internacionais, que desembarcam no Galeão e não declararam na alfândega as mercadorias adquiridas acima da cota legal, iludindo o pagamento do respectivo tributo.

Durante a investigação, dois passageiros foram presos. Com eles, foram apreendidos diversos equipamentos eletrônicos e de informática, com valor inicial estimado em mais de R$ 1 milhão.

Os policiais federais citados na investigação são suspeitos de receberem propinas para realizar "atendimentos privilegiados"  os quais consistiam no atendimento ao passageiro na área restrita do aeroporto (retirada de bagagem, facilitação do procedimento imigratório, etc).

Os denunciados e os suspeitos responderão pelos crimes de formação de quadrilha ou bando, descaminho, falsidade ideológica, facilitação do descaminho, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

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