Seis áreas contrariam queda de homicídios no Estado do Rio

Assassinatos chegam a dobrar no centro da capital, mas também sobem na zona sul e no Norte fluminense, que cresce com o petróleo

iG Rio de Janeiro |

AE
Cerca de 17 mil velas representam os homicídios ocorridos no Rio em pouco mais de dois anos, em protesto na Alerj
Seis das 40 áreas Integradas de Segurança Pública (AISPs) do Rio de Janeiro não acompanharam a queda do número de homicídios do Estado. Enquanto o Rio como um todo reduziu em 25% os assassinatos entre janeiro e agosto (de 4.027 para 3.220), em relação ao ano passado, essas regiões assistiram a uma elevação nos casos, variando de 1,4% a até 100%.

Para efeito de estatística e de políticas públicas, a Secretaria de Segurança divide o Estado em 40 áreas (AISPs), que correspondem ao número do Batalhão de Polícia Militar local – por exemplo, a 1ª AISP corresponde ao 1º BPM (Estácio).

Os dois casos de aumento estatisticamente mais relevantes aconteceram na área central da capital. No Centro (5ª AISP), os homicídios dobraram, passando de cinco para dez até agosto; na 17ª AISP (São Cristóvão, Mangueira, Vasco da Gama e Caju), a elevação também foi alta, de 70% subindo de dez para 17.

Trata-se de áreas relativamente pequenas e sem tanto impacto na Segurança Pública, mas que refletem uma tendência negativa e inversa em relação ao geral. Somadas, as mortes nessas seis regiões correspondem a 15% do Estado no período.

Uma parte da zona oeste do Rio (Barra da Tijuca, Recreio, Grumari, Vargem Grande, Vargem Pequena e Camorim) viu aumento de 30% dos casos de homicídios dolosos (de 20, em 2009, para 26, este ano).
A área mais nobre da zona sul – que abrange os bairros do Leblon, Ipanema, Lagoa, Gávea, Jardim Botânico, São Conrado, além das favelas da Rocinha e do Vidigal – também teve aumento dos casos de homicídio.

Os números, porém, são baixos, e o aumento é residual em números absolutos, se comparados a outros bairros da capital. Enquanto em 2009 ocorreram quatro homicídios, este ano foram cinco (crescimento de 25%). Aumentaram na mesma proporção as tentativas de assassinatos no trimestre, embora no apanhado do ano tenha havido importante queda, de 38% (de 40 para 29).

Interior e região metropolitana

A região Norte do Estado (Macaé, Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, Conceição de Macabu, Carapebus e Quissamã), que cresce econômica e urbanisticamente devido a atividades relativas ao petróleo, assistiu também a um considerável aumento de homicídios e de tentativas. Os assassinatos subiram de 91 para 108 (18,7%), e as tentativas (de 81 para 126, equivalente a 55%).

Em São Gonçalo (7ª AISP) – município que responde sozinho por 8,8% dos assassinatos registrados no Estado –, houve discreta oscilação no número de casos (1,4%), passando de 279 para 283 episódios. As tentativas de homicídio, porém, cresceram 34%, de 108 para 145.

A Secretaria de Segurança informou que o homicídio doloso é um dos indicadores estratégicos do programa de metas de redução – a do primeiro semestre de 2010 era de 6,33%, superada com folga. De acordo com a assessoria de imprensa, a tendência é de redução de forma geral à medida que o programa de metas avance. Uma medida prevista para reduzir os assassinatos é a criação de duas novas unidades da Delegacia de Homicídios, provavelmente na Baixada Fluminense e em São Gonçalo.

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