Seis pessoas morrem em operação da PM em Duque de Caxias

Cinco dos mortos são apontados como traficantes. A sexta vítima é um policial militar que participou da ação

Bruna Fantti, especial para o iG | 15/09/2010 16:39

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Seis pessoas morreram na comunidade da Mangueirinha, no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, durante operação de policiais militares de todos os batalhões da Baixada, na tarde desta quarta-feira.

Segundo o comandante do 15°BPM (Duque de Caxias) , tenente-coronel Sérgio Mendes, entre os mortos estão cinco pessoas apontadas por terem envolvimento com o tráfico de drogas e um policial militar que participou da operação, identificado como cabo Cruz.

A ação começou por volta de 10h30 da manhã desta quarta-feira e conta com 60 policiais militares de todas as unidades da Baixada Fluminense, em um total de seis batalhões. O embate ocorreu no interior da comunidade por volta de 13h30. Foram apreendidos três fuzis, três pistolas e uma granada.

De acordo com Mendes, a operação foi planejada. "Na segunda-feira, fomos retirar barricadas, foi quando um oficial nosso se feriu. Ontem voltamos e não houve confronto. Nesta quarta-feira, durante a operação conseguimos localizar os traficantes, entre eles o chefe local que também morreu. Infelizmente, um policial nosso foi alvejado e não resistiu", disse.

O chefe do tráfico local é conhecido como "Sombra". Agentes da delegacia de Duque de Caxias (59°DP), onde a ocorrência está sendo registrada, confirmaram a sua identificação entre os mortos.

Na mesma operação, outro policial, identificado como sargento Cláudio, ficou ferido por estilhaços mas já foi liberado.

Na segunda-feira (13), o tenente Aislan Orrico foi ferido por estilhaços no olho direito e nos dois braços quando tentava retirar um veículo, supostamente colocado por traficantes locais, para dificultar a entrada de PMs na comunidade.

Ele continua internado no Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), na cidade do Rio de Janeiro, e corre o risco de perder a visão do olho atingido.

Policiais continuam no interior da comunidade e o policiamento no seu entorno está reforçado.

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