Secretário de Segurança e governador do Rio elogiam ação policial

Beltrame e Cabral também afirmaram que pretendem implantar uma Unidade de Polícia Pacificadora na Rocinha

iG Rio de Janeiro | 21/08/2010 20:29

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Logo após a apresentação dos dez homens acusados de atirar contra a polícia e fazer 35 pessoas reféns em São Conrado, bairro da zona sul do Rio, o secretário estadual de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, elogiou a ação dos policiais. “Eles (os policiais) conseguiram resolver o problema em curto prazo, sem disparar nenhum tiro ou deixar feridos”, disse.

Beltrame também afirmou que o episódio não mudará os planos de implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), que seriam responsáveis por uma queda dos índices de criminalidade no Estado. “Nos governos anteriores observamos que, quando ocorria um fato violento, a política de segurança mudava. Esse episódio não vai nos afastar do nosso plano que é debelar todas as armas em posse de traficantes e implantar cerca de 40 UPPs.”

"O nosso plano é de debelar as armas que garantem territórios. Esse plano, que prevê 40 UPPs, atingindo 160 comunidades, está completando dois anos e não será uma crise como a de hoje que vai nos desviar daquilo que pretendemos. Infelizmente, essa situação se repete no Rio de Janeiro desde que o fuzil chegou aqui, em 1988, na própria Rocinha", afirmou Beltrame.

Ele não quis falar sobre prazos para implantação de UPP no Morro do Vidigal, vizinho à Rocinha, e onde os criminosos estariam reunidos antes do confronto. "Um dos erros graves do Rio de Janeiro foi toda crise mudar a sua política. Não vamos fazer isso porque temos resultados concretos no que diz respeito à pacificação, no que diz respeito a índices de criminalidade."

O governador do Estado, Sérgio Cabral, também elogiou a ação policial e afirmou que em breve as UPPs serão instaladas na Rocinha e no Vidigal. ”Não temos nenhuma ilusão, desde o primeiro dia de governo, sobre o tamanho do nosso desafio. Mas temos a convicção de que estamos no caminho certo. Em breve, o povo do Vidigal e o povo da Rocinha estarão livres do poder paralelo”, disse, em nota enviada por meio de sua assessoria de imprensa.

<span>Policiais vasculham hotel InterContinental, no Rio, em busca de bandidos. Na manhã deste sábado, traficantes em fuga entraram no local e fizeram reféns</span> - <strong>Foto: Marco Antônio Cavalcanti/Agência Oglobo</strong> <span>Policiais em frente ao hotel InterContinental no Rio</span> - <strong>Foto: Domingos Peixoto / Agência Oglobo</strong> <span>Hóspedes deixam hotel invadido por traficantes na manhã deste sábado</span> - <strong>Foto: AE</strong> <span>Invasão de traficantes deixou hóspedes em pânico no InterContinental</span> - <strong>Foto: AE</strong> <span>Movimentação na frente de Hotel InterContinental, em São Conrado, Rio, após confronto entre policiais e traficantes</span> - <strong>Foto: Samia Mazzucco</strong> <span>Corpo de mulher morta em tiroteio coberto ao lado de táxi em frente ao condomínio Village, em São Conrado</span> - <strong>Foto: Vicente Seda</strong> <span>Policial mostra granada apreendida com traficantes no InterContinental</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Policial exibe motocicleta atingida por tiro e granada</span> - <strong>Foto: Vicente Seda, iG Rio de Janeiro</strong> <span>Por volta das 15h deste sábado, a polícia liberou o hotel para circulação de hóspedes</span> - <strong>Foto: AE</strong> <span>Blazer da polícia militar do Rio foi atingida por disparos durante confronto em frente ao Hotel InterContinental</span> - <strong>Foto: Bruna Fantti</strong> <span>Traficantes presos no Hotel InterContinental e armas apreendidas na ação são apresentados no Batalhão do Leblon, na zona sul do Rio</span> - <strong>Foto: Bruna Fantti</strong> <span>Cozinheiros e outros funcionários do Hotel InterContinental aguardam para prestar depoimento na delegacia da Gávea, zona sul do Rio</span> - <strong>Foto: Bruna Fantti</strong> <span>Camareiras do InterContinental relaxam após cerco ao hotel, no Rio</span> - <strong>Foto: Bruna Fantti</strong>

Ação no Hotel InterContinental

De acordo com Beltrame, dos dez presos que mantiveram 35 pessoas como reféns no Hotel Intercontinental, nove tinham antecedentes criminais. "E um a gente acredita que forneceu nome falso, por isso estamos checando as digitais", afirmou o secretário. Também segundo o secretário, a polícia não tinha informações sobre a reunião de criminosos. Eles encontraram-se com policiais que faziam patrulha de rotina.

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis também divulgou nota, em que explica que hotéis têm esquemas de segurança, mas que "essa estrutura não pode ser ostensiva e amedrontadora". A entidade também elogiou a ação policial. "O trade turístico do Rio de Janeiro reconhece que o atual governo vem investindo de forma contundente na segurança da capital e do Estado do Rio de Janeiro, e o cidadão que aqui mora e trabalhae nossos visitantes já convivem com uma percepção de segurança muito mais estruturada".

*Com informações de Bruna Fantti, especial para o iG, e da Agência Estado

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