Secretaria de Segurança diz que sequestro de ônibus no Rio já terminou

Três suspeitos foram presos e um quarto homem está foragido, de acordo com a delegada Gisele Rosemberg. Cinco pessoas foram baleadas

iG Rio de Janeiro |

A Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro informou por volta das 21h40 desta terça-feira (9) que o sequestro de um ônibus na avenida Presidente Vargas, no centro da capital, já terminou.

Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, dois suspeitos, identificados como Renato da Costa Júnior, 21, e Bruno Silva de Lima, 19, foram presos. Um terceiro suspeito foi preso em Copacabana, zona sul do Rio, após procurar por socorro no Hospital São Lucas. Jean Júnior da Costa Oliveira, de 21 anos, foi baleado e está internado.

De acordo com a delegada Gisele Rosemberg, os três serão acusados de roubo triplamente qualificado, formação de quadrilha e receptação, visto que uma das armas apreendidas não estava com a numeração raspada - ela teria sido roubada na área de Campo Grande, zona oeste da capital fluminense, ocorrência registrada na 35ª DP. A delegada também informou que um quarto suspeito ainda está foragido e um mandado de prisão já foi expedido.

No total, dez pessoas foram retiradas do coletivo e cinco foram baleadas. Foram apreendidas uma granada e duas pistolas na operação.

Uma das feridas, identificada como Lisa Mônica Pereira, de 46 anos, foi alvejada no peito e está em estado grave no Hospital Souza Aguiar. Fabiana Gomes da Silva, de 30 anos, foi atingida nas nádegas, Alcir Pereira de Carvalho, de 56 anos, levou um tiro de raspão no pescoço, e Josuel dos Santos Messias, 46 anos, foi ferido na perna. Os três últimos não correm risco de morrer. Há ainda um PM que foi atingido por um tiro na perna.

Os bandidos entraram no coletivo por volta das 20h e fizeram os passageiros de reféns. De acordo com o coronel Mário Sérgio, os suspeitos conseguiram romper dois bloqueios da PM até serem cercados. Equipes do Bope (Batalhão de Operações Especiais) foram chamadas para negociar a rendição dos criminosos. Houve troca de tiros. Ainda não se sabe em que circunstâncias as pessoas foram atingidas.

"O desfecho do caso foi o possível dentro das circunstâncias. O objetivo era prender os suspeitos sem vítimas mas a polícia fez o que pode. O resultado foi excelente", disse o comandante.

Por causa do cerco ao ônibus, duas pistas da Presidente Vargas, no sentido Praça da Bandeira, foram fechadas ao trânsito. O coletivo da viação Jurema seguia em direção a Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Ainda não há informações oficiais sobre como a confusão começou. A PM tem relatos de que, antes de entrarem no ônibus, os criminosos tentaram assaltar uma universidade na Presidente Vargas. Um policial viu a ação, tentou impedir e os bandidos, então, invadiram o coletivo.

A PM tem informações ainda de que um comparsa dos criminosos que invadiram o ônibus rendeu um motorista de um carro de passeio na Presidente Vargas, também o fez de refém e o liberou nas imediações da favela do Mandela, em Manguinhos, na zona norte.

Depoimentos de testemunhas ao iG revelam, no entanto, que o motorista parou o ônibus em frente da Universidade Estácio de Sá ao imaginar que poderia haver um assalto. Ele ligou o pisca alerta para alertar os policiais e, em seguida, abandonou o veículo. Um PM entrou no coletivo para saber o que estava ocorrendo. Com isso, os bandidos anunciaram o assalto e tomaram a arma do policial.

O PM deixou o ônibus e avisou os colegas do fato. Segundo as testemunhas, os suspeitos obrigaram um passageiro a guiar o veículo e tiros foram disparados de fora para dentro do coletivo. O ônibus, de acordo com os relatos, só parou após passar por um terceiro bloqueio montado pelos policiais.

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