Sargento que parou assassino diz ter sentimento de dever cumprido

PM diz que criminoso se suicidou após ser atingido. Governador diz que "psicopata" usou duas armas e munição profissional

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

Anderson Ramos
O terceiro sargento da Polícia Militar do Rio, Márcio Alexandre Alves (E), foi o policial que entrou em confronto com o atirador
O terceiro sargento PM Márcio Alexandre Alves foi tratado como herói pelo governador Sérgio Cabral. Responsável por impedir que Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, continuasse o massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com Cabral, o “psicopata” tinha duas armas e munição profissional. Os disparos foram feitos em duas salas de aula. Alves estaria participando de uma operação do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro).

Cabral afirmou que Alves foi avisado por duas crianças feridas. Estava a duas quadras da escola. As crianças foram levadas para hospitais em viatura da polícia, enquanto Alves foi para o colégio. Ronie Macedo, bombeiro, afirmou ter visto o atirador dar os primeiros disparos contra duas crianças ainda do lado de fora da escola, em rua próxima. Em seguida, disse que começou a ouvir disparos e socorreu diversas crianças na escola.

O sargento Alves contou que encontrou Wellington quando ele se dirigia ao terceiro andar, possivelmente para continuar o massacre, avisou para o criminoso se render e então disparou. “Acredito que o tiro tenha sido no abdômen (Cabral afirmou que o ferimento foi na perna). Ele caiu na escada, consegui impedir que chegasse ao terceiro andar (o prédio da escola tem quatro andares), e se suicidou com um tiro na cabeça. Ele veio com a arma apontada para mim, foi baleado, caiu na escada e cometeu suicídio”.

Logo após o confronto com Wellington, o sargento fez uma varredura na escola antes de tentar socorrer as crianças, pois havia um boato sobre a presença de outro atirador. Há 18 anos na Polícia Militar, Alves disse que a tristeza é grande, mas que também tem o sentimento de dever cumprido.

“Tristeza por essas crianças, tenho filhos, mas também tenho um sentimento de deve cumprido. A tristeza não vai sair fácil da nossa memória, mas cumpri a minha parte. Se eu tivesse chegado 5 minutos antes, talvez tivesse evitado muita coisa”, completou o policial.

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