RJ: PMs que retiraram pertences de cirurgião morto são afastados

Médico morreu no último sábado em clube na zona sul. Policiais ficaram com seus objetos pessoais e não apresentaram em delegacia

iG Rio de Janeiro |

A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou na tarde desta sexta-feira (1º) ter afastado dos serviços de rua dois PMs que apareceram em imagens do circuito interno de TV retirando objetos pessoais do cirurgião plástico Eduardo Ramalho, que morreu no último sábado (26), no Clube Glória, na zona sul da capital fluminense. Os pertences, segundo a corporação, não foram apresentados na delegacia que investiga o caso.

As armas e os documentos dos PMs foram recolhidos. A PM teve conhecimento do fato após receber as imagens do delegado Pedro Paulo Pontes Pinho, titular da 9ª DP (Catete). Conforme o andamento do inquérito, os policiais podem ser presos por apropriação indébita.

Cirurgião estava com garoto de programa

De acordo com o delegado Pedro Paulo Pontes Pinho, o cirurgião plástico estava no estabelecimento voltado ao público homossexual quando conheceu um garoto de programa da casa e se dirigiu a um dos quartos para fazer sexo.

Segundo a polícia, o garoto de programa relatou em depoimento que Eduardo Ramalho passou mal após o orgasmo e morreu, por volta das 22h30 de sábado (26). Funcionários da sauna gay e frequentadores do local, entre eles um médico, chegaram a socorrê-lo, mas o cirurgião plástico não resistiu. Quando os bombeiros chegaram ao local, ele já estava morto.

Uma assistente do consultório de Eduardo Ramalho e um amigo dele prestaram depoimento e contaram que a vítima tinha problemas cardíacos. A polícia informou que descarta, por ora, a hipótese de homicídio e da prática do golpe conhecido como “boa noite, cinderela” porque esse tipo de delito é geralmente praticado em circunstâncias e em locais diferentes do ocorrido.

O cirurgião plástico estava com bens e dinheiro no armário da sauna, que serão devolvidos à família da vítima. A morte de Eduardo Ramalho foi noticiada no sábado pela colunista do iG , Lu Lacerda. O médico tinha um consultório no Rio, na rua Visconde de Pirajá, em Ipanema, área nobre da cidade, e outro em Brasília.

A vítima, de família paraense, não tem parentes no Rio. Entre seus melhores amigos estavam Nilga Charmoun, ex-mulher de Germano Gerdau, e o consultor tributarista Luiz Fernando Priolli. Sua lista de pacientes contava com integrantes da alta sociedade carioca, como Zéka Marquez, Neide Fachini, Surama de Castro, Christine Niemeyer e a ex-miss Brasil Márcia Gabrielle.

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