RJ: Homem tramou morte do pai para ficar com dinheiro do seguro

Caso ocorreu em Petrópolis, em 2009. Ele mandou matar a filha e obrigou o pai a ver cena provocando-lhe um infarto

iG Rio de Janeiro |

O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro denunciou nesta sexta-feira (11) cinco pessoas acusadas de matar uma jovem e provocar a morte por causas naturais de um idoso de 79 anos. O fato ocorreu no dia 19 de agosto de 2009, na cidade de Petrópolis, na região serrana. O crime chocou o município.

Segundo a Promotoria, entre os denunciados está o filho do idoso e pai da jovem morta, Luiz Felipe Bahiense Ioras. De acordo com as investigações na época, o acusado pretendia ficar com o dinheiro do seguro de vida do pai, identificado como Hercílio José Ioras.

A denúncia diz que Luiz Felipe planejava casar o pai com uma mulher, identificada como Selma Aparecida de Souza. Assim, ele ficaria com o dinheiro e Selma teria a pensão vitalícia. No entanto, para que isso acontecesse por questões contratuais, o idoso teria que morrer por causas naturais. O casamento ocorreu uma semana antes do crime.

Luiz Felipe, diz a denúncia, tramou uma cena para que o idoso sofresse um infarto. No dia do fato, um cúmplice do acusado, que seria amante de Selma, entrou na casa, amarrou a filha do acusado, identificada como Patrícia do Prado Ioras, e seu namorado.

Ele obrigou o casal a ingerir grande quantidade de bebida alcóolica e de cocaína até que ficassem completamente entorpecidos. Além disso, ligou o gás da cozinha para evitar que alguém sobrevivesse.

Em seguida, asfixiou Patrícia com uma fronha de travesseiro e pôs uma faca nas mãos do namorado dela, ordenando que ele cortasse os próprios pulsos. Logo depois, Hercílio, que sofria problemas cardíacos, chegou em casa, foi jogado no chão, espancado e obrigado a olhar a cena, o que provocou um infarto. O namorado de Patrícia, no entanto, conseguiu sobreviver e, após a saída do assassino, pediu ajuda.

Segundo a Promotoria, o caso começou a ser desvendado na época quando Selma pediu a retificação da certidão de óbito do marido, em que Hercílio aparecia como viúvo de outra mulher e não como sendo casado com ela.

A partir daí, a polícia conseguiu chegar ao amante de Selma, que foi testemunha do casamento e que já havia extorquido dinheiro de Hercílio em outras ocasiões.

A promotora responsável pelo caso, Maria de Lourdes Féo Polônio, classificou o caso como uma "trama macabra". Além de Luiz Felipe e Selma, outras três pessoas foram denunciadas pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio e formação de quadrilha. Em caso de condenação, as penas somadas podem chegar a até 83 anos.

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