Rio terá os primeiros desfiles da 'era UPPs'

Quatro escolas do Grupo Especial vivem nova realidade em seus morros

AE |

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Quatro das 12 escolas de samba que desfilam neste domingo e na segunda-feira no Grupo Especial do Rio vivem neste carnaval uma experiência inédita: o convívio com a nova realidade trazida a seus morros pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). As quatro ficam na zona norte - berço, como o centro da cidade, do samba carioca -, que concentra seis das 13 unidades instaladas pela PM.

Com a expulsão dos traficantes armados de fuzis e o fim dos tiroteios, os componentes podem ir e vir dos ensaios sem medo e os diretores ficam livres da eventual ingerência dos bandidos nas quadras e até em setores da escola, como a bateria.

O Morro do Borel, exaltado nos sambas da atual campeã, a Unidos da Tijuca, e o vizinho Salgueiro, que dá nome à escola, receberam UPPs há oito meses. O Morro dos Macacos, de onde sai boa parte dos integrantes da Vila Isabel, há quatro. O Complexo do Alemão, terra da Imperatriz Leopoldinense, está ocupado desde a guerra de novembro, que teve repercussão em todo o País. A UPP estará consolidada nos próximos meses.

"Para a Imperatriz, o principal resultado foi na quadra: nos piores momentos de violência, a própria comunidade havia se afastado. E os moradores de comunidades próximas, dominadas por outras facções, também tinham receio de ir", conta um antigo frequentador, que ainda teme ser identificado. "Mais de uma vez amigos tiveram carro roubado na rua da quadra."

A segurança no entorno do Alemão garantida pela pacificação aumentou o número de curiosos para os ensaios da Imperatriz. Mas não alterou a essência do carnaval da Verde e Branco. "O tráfico nunca interferiu na escola", garante um sambista que vai à quadra desde criança. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

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