Rio sai em protesto contra partilha dos royalties

Manifestantes ocupam avenida Rio Branco e declaram repúdio às mudanças nas regras de distribuição

Flávia Salme, iG Rio de Janeiro |

José Egberto da Silva
Passeata contra a distribuição dos royalties do petróleo ocupa a avenida Rio Branco
Carros de som, bandeiras do Estado do Rio de Janeiro, caras pintadas, crianças, fantasiados de super-heróis, cariocas e fluminenses, ocupam a avenida Rio Branco, no coração financeiro da capital, a fim de defender as receitas do petróleo destinadas ao estado e seus 92 municípios.

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A manifestação tem objetivo de barrar na Câmara dos Deputados a redistribuição dos royalties aprovada pelo Senado no dia 19 de outubro. Segundo o governo do Rio, a medida pode levar a perdas de até R$ 48 bilhões.

José Egberto da Silva
Bandeira do Movimento LGBT durante a passeata contra a distribuição dos royalties no Rio

Servidores públicos que contam com ponto facultativo participam da manifestação, bem como estudantes, crianças, idosos, sindicalistas e representantes de diferentes movimentos sociais, além de trabalhadores do Centro que aderiram ao protesto que está sob o embalado de músicas como o funk e samba.

Ao longo da manifestação estão programados shows do cantor Lulu Santos e do grupo Sorriso Maroto. Artistas como a apresentadora Xuxa, e as atrizes Carla Camurati, Christiane Torloni, Cissa Guimarães e Letícia Spiller confirmaram presença no protesto, de acordo com o governo estadual.

Segundo o governo do Rio, o projeto aprovado em outubro pelo Senado superestima a arrecadação futura de petróleo e muda a distribuição de royalties de áreas já licitadas. Em relação à participação especial, por exemplo, os estados produtores que hoje têm 40% das receitas passariam a contar com 34% em 2012, e 20% em 2020. Para municípios produtores, a distribuição cairia dos atuais 10% para 5% no ano que vem e 4% em 2020.

“Torço muito para que essa disputa se resolva na Câmara Federal, porque do contrário será uma quebra do pacto federativo como nunca houve no país. Acredito no Congresso e não quero crer em arbitrariedade”, disse o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, que caminha em meio aos manifestantes na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio.

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