Rio poderá ter a maior epidemia de dengue da história, diz Eduardo Paes

Prefeito declara estado de alerta e adverte para aumento de casos da doença no verão

iG Rio de Janeiro |

Bia Alves / Fotoarena / Agência O Globo
Agentes de saúde mostram equipamentos que serão utilizados no combate à dengue no próximo verão
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse nesta quarta-feira (31) que a cidade do Rio de Janeiro poderá sofrer a maior epidemia de dengue da história no próximo verão e declarou estado de alerta contra a doença.

"Infelizmente a evolução da dengue na cidade mostra que poderemos ter no verão a maior das epidemias da história, mas, felizmente, há luz no fim do túnel", disse Paes na apresentação do plano de combate contra a dengue.

A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito "Aedes aegypti", que se procria na água parada, e pode causar febres e dores musculares e de cabeça, enquanto o tipo hemorrágico pode causar a morte se não for tratado a tempo.

Segundo Paes, o tipo de dengue mais frequente no próximo verão será o tipo 4, provocado por um vírus que reapareceu no país depois de 28 anos sem ser detectado em pacientes. As autoridades sanitárias brasileiras confirmaram em março uma epidemia da doença em quatro municípios do Estado do Rio de Janeiro, onde pelo menos 14 pessoas morreram e outras 20.150 foram infectadas.

Investimentos

Com o objetivo de reduzir a incidência da doença, a Prefeitura do Rio investirá R$ 42 milhões para aumentar o número de agentes de Vigilância em Saúde, que terão seu trabalho reforçado com a compra de novos equipamentos de prevenção.

Segundo dados das autoridades cariocas, 82% dos criadouros do mosquito "Aedes aegypti" se encontra no interior de casas e lojas. Em 75% dos casos registrados, o foco da doença foi detectado na residência dos afetados.

O plano apresentado nesta quarta-feira por Paes, que será aplicado até abril de 2012, agilizará as inspeções para descobrir focos da dengue e conscientizar a sociedade sobre as consequências da doença.

Em ano que vem o governo pretende visitar 7 milhões de residências e estabelecimentos comerciais frente aos 5 milhões registrados nos oito primeiros meses de 2011. A vigilância se concentrará nas lojas de pneus, que costumam servir de criadouro para os mosquitos, assim como depósitos de lixo reciclável e cemitérios, lugares onde a acumulação de água limpa é frequente.

"Não há poder público que possa cuidar de cada casa todos os dias, por isso a participação da população é importante", disse o secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann.

O Rio de Janeiro abrirá a partir de novembro 30 centros de atendimento com 4 mil profissionais sanitários, mais que o dobro dos que operaram em 2010, e 42 clínicas de família.

*com informações da Agência Estado e EFE

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Eduardo Paes anuncia investimento de R$ 40 milhões contra a dengue

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