Rio inicia ações de prevenção contra epidemia de sarampo na Europa

Taxistas e funcionários do setor de hotelaria vão ser imunizados

Agência Brasil |

Com a epidemia de sarampo na Europa e a possibilidade de entrada de turistas vindos do continente trazerem o vírus da doença, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio está executando ações de prevenção, primeiramente com a imunização de taxistas e, posteriormente, dos funcionários do setor de hotelaria.

A pedido do Sindicato dos Taxistas do Rio, a secretaria montou um posto de vacinação, no estacionamento da entidade, para a vacinação de taxistas contra a doença, durante toda esta semana. Cerca de 7 mil pessoas já foram infectadas pelo vírus do sarampo na Europa, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O vice-presidente do sindicato, José Castro, disse que vai pedir à secretaria que estenda o convênio por mais 15 dias para atender a um número maior de taxistas. “Apenas um quarto dos 32 mil taxistas do Rio esteve aqui para se vacinar. Queremos garantir a imunização dos que nunca se vacinaram, para evitar riscos”.

A coordenadora de Imunização da secretaria, Cristina Lemos, explicou que, como o sarampo é transmitido pela saliva, espirros e tosses, os taxistas acabam sendo mais suscetíveis à infecção ao transportarem turistas dentro do ambiente fechado do carro. Cristina adiantou que a secretaria já está estudando a possibilidade de ampliar as ações de prevenção para os profissionais de hotelaria.

“Estamos estudando a possibilidade de atender alguns hotéis, já que não dá para atender todo o setor hoteleiro na cidade, mas vamos trabalhar, principalmente, com a divulgação da informação para que o pessoal de recursos humanos e gerentes dos hotéis, pousadas e albergues orientem seus funcionários a procurarem os postos de vacinação”.

No dia 18, haverá, no Rio, a campanha de vacinação contra o sarampo para crianças com até 7 anos, juntamente com a vacinação contra a poliomielite para menores de 5 anos.

O consultor científico da unidade de Biomanguinhos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Reinaldo Martins, explicou que, desde 2001, o vírus do sarampo não circula mais no país, graças à vacinação gratuita e obrigatória de crianças entre 4 e 6 anos. Os casos da doença registrados no país, segundo ele, são de pessoas que se infectaram fora do Brasil ou de estrangeiros.

“Sarampo, rubéola e poliomelite foram eliminadas da América do Sul, mas ainda existem em outras partes do mundo. É por isso que produzimos a [vacina] tríplice viral [em Biomanguinhos] e precisamos continuar vacinando a população, pois o vírus pode ser reintroduzido com a importação.”

O Ministério da Saúde orienta aqueles que nunca contraíram sarampo e que estejam viajando para o exterior que se vacinem pelo menos 15 dias antes da viagem para garantir a imunização. Quem teve sarampo já está imunizado.

O sarampo é uma das principais causas de mortalidade entre crianças menores de 5 anos de idade, sobretudo as desnutridas. O período de incubação dura entre oito e 13 dias. Depois, começam a aparecer os principais sintomas: pequenas erupções na pele de cor avermelhada, febre alta, dor de cabeça, mal-estar e inflamação das vias respiratórias, com presença de catarro.

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