Rio inaugura simulador virtual para treinar policiais civis

Em uma Sala de Tomada de Decisões, agentes podem recriar operações policiais. Cenas reproduzirão a realidade

iG Rio de Janeiro |

Divulgação/Governo do Rio
Simulador vai ajudar no treinamento dos policiais civis
A Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro inaugurou nesta quarta-feira (23) o primeiro simulador de tiros e abordagens das forças policiais do Estado do Rio de Janeiro, que irá aperfeiçoar o treinamento de policiais civis.

Na Sala de Tomada de Decisões, cercada por três telas de três metros de altura, os agentes recriam operações policiais em cenários virtuais para praticar disparos e exercitar técnicas de abordagem. O simulador é o que há de mais moderno em cursos de reciclagem em uso de armamentos para policiais.

De acordo com o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, a tecnologia americana da sala de simulação não vai substituir os tradicionais estandes de tiros. Segundo ele, o simulador é um método inovador, prático, seguro e econômico de melhorar o preparo das forças policias.

Por isso, de acordo com Beltrame, a pasta já está construindo mais duas Salas de Tomada de Decisões para treinar também policiais militares. No total, foram investidos R$ 2,1 milhões na compra de todos os equipamentos.

"Na sala, os policiais têm a possibilidade de realizar o treinamento do uso progressivo da força, através de uma série de cenas que reproduzem a realidade. O agente vai ser treinado e testado para usar armas letais e não-letais e enfrentar melhor sua rotina. Os policiais serão provocados e terão que saber como vai agir. O simulador irá somar para a redução da letalidade", afirmou Beltrame.

Trinta cenas e quatro possibilidades de desfecho são escolhidas para ensinar e testar a tropa. As imagens, que formam um ângulo de 300 graus, são projetadas no espaço equipado para permitir que o policial interaja com os criminosos em confrontos nas ruas, comunidades ou locais fechados. As armas são as mesmas usadas em serviço, adaptadas para disparar laser no lugar de balas. Para simular que foi alvejado, os policiais usam um colete que aciona descargas elétricas no corpo.

"É muito bom receber essa sala, que reproduz a realidade da Polícia Civil e também da Polícia Militar. Toda a nossa equipe está sendo preparada. A partir desta quinta, vamos incluir o simulador na rotina de treinamento que os policiais fazem para melhorar a questão da precisão do tiro. Vamos providenciar um ato que obriga a implantação desta ferramenta em todos os treinamentos que estão em curso", disse a chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha.

Dentro de um jogo de videogame

Em uma das simulações, os policiais recebem uma informação do Disque Denúncia de que quatro suspeitos estão planejando um assalto. Depois de confirmar a localização dos criminosos, os agentes se preparam para a abordagem e tomar suas decisões. Parece até uma brincadeira, mas o sucesso no “jogo” é a diferença entre a vida e a morte de um cidadão ou companheiro de farda também em operações reais.

Para o inspetor Flávio Pacca, os treinamentos virtuais ajudarão no uso diferenciado da força e na precisão de seus disparos. Segundo ele, o policial civil assegura ainda que a adrenalina é a mesma tanto no "game" quanto nas ruas. Na sala, o inspetor e seus colegas têm à disposição lanternas, para simulações noturnas, bastões, gás de pimenta e dispositivos de eletrochoque. O resultado da perícia do tiro e o nível de estresse do policial são testados na Sala de Tomada de Decisões.

"O policial é colocado em situações extremas, o cenário se modifica sempre e faz com que fiquemos expostos ao perigo. Temos que agir da maneira correta. Nós podemos interagir com cenas que exijam o uso de armas letais ou não-letais. Por isso, é importante termos esse treinamento. O nosso equipamento simula uma situação real, e a adrenalina é a mesma", contou.

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