Major Marco Andrade diz que, no Estado, há a aplicação de punições administrativas em motoristas que se recusam a fazer o teste

A recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinou que somente os exames do bafômetro e de sangue poderão gerar provas capazes de promover processos criminais por embriaguez ao volante não vai alterar os procedimentos de trabalho dos agentes da Operação Lei Seca, no Rio de Janeiro, que completou três anos este mês.

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Segundo o coordenador da Lei Seca, major Marco Andrade, no Rio, os agentes não costumam levar para a delegacia motoristas que apresentam sinais de embriaguez e que se recusam a fazer o teste do bafômetro. De acordo com ele, aplicar punições administrativas é mais eficaz.

"Retemos a carteira, aplicamos multa e podemos até apreender o carro se o condutor não apresentar a habilitação. Com isso, tiramos o motorista da rua e, evitamos por exemplo, que ele não se envolva em um acidente no quarteirão seguinte", comentou.

Marco afirmou que a fiscalização no Rio de Janeiro vai aumentar porque, recentemente, a Operação Lei Seca recebeu um aumento de 25% no seu efetivo, que chega a 250 agentes e 14 equipes.

Desde o seu lançamento no Rio de Janeiro, em 19 de março de 2009, a Operação Lei Seca realizou 4.248 blitzes e fez 703.531 abordagens a motoristas (dados até o dia 19 deste mês), reduzindo o número de mortes e de acidentes no trânsito, principalmente entre 22h e 6h, horário em que as blitzes são realizadas.

Do total de motoristas abordados, 129.299 foram multados, 31.126 veículos foram rebocados e 56.922 condutores tiveram a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) recolhida. Os agentes realizaram 632.380 testes com o etilômetro. Totalizando, 5.409 condutores que sofreram sanções administrativas e 1.989 criminais.

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