Restaurantes lamentam prejuízos na hora do almoço com apagão

Estabelecimentos ficaram às moscas em Copacabana. Donos estão preocupados em conservar os estoques

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

A queda de energia em diversos bairros do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (5) afeta bastante a rotina de Copacabana, na zona sul. Crianças festejam a folga inesperada na saída de escolas, enquanto carros tentam se entender em cruzamentos sem sinalização. As esquinas mais movimentadas são ocupadas por guardas municipais, que tenam controlar o trânsito. No dia internacional da cerveja, os restaurantes da região demonstraram medo de perder os estoques da bebida, que esquentam nas geladeiras, e serem obrigados a decretar "lei seca". Prejuízo certo em plena hora do almoço de sexta-feira. 

Às moscas, os estabelecimentos tentam informações sobre quando a energia retornará para saber se a comida e a bebida armazenadas para o fim de semana serão poupadas.

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Em meio a escuridão, Joelson tenta trabalhar em restaurante de Copacabana. Geladeiras estão cheias de comida e cerveja
Atuando como substituto do gerente em um restaurante especializado em pizzas e massas, Joelson de Almeida disse que, todas as sextas-feiras, o local costuma vender 150 pratos, que vao de R$ 11 a R$ 16,90, e 150 pizzas (a de mussarela comeca em R$ 18,90). Ele disse que o dono do restaurante, nervoso, ligou cinco vezes para saber do movimento. As geladeiras estão cheias de comida e cerveja para o happy hour.

Vicente Seda
Restaurante onde Joelson trabalha estava completamente vazio às 13h30
"A Light disse que não ha previsão. Não tem muito o que fazer. Temos muita cerveja que, se esquentar, nao presta mais. Vamos ter de beber!", brincou Joelson, acrescentando que, naquele horário, já teria vendido 50 refeições em média. "Vendemos dois pratos. Se a luz não voltar logo, o prejuízo vai ser grande".

Perto dali, em um restaurante menor, Carlos Neto só tinha conseguido vender uma refeição de R$ 10 e lamentava pelas 30 caixas de cerveja que deveriam ser mantidas em freezers abaixo de zero. O forte do estabelecimento é a cerveja com petiscos no fim da tarde, mas nem a batata frita pode ser servida.

"A maquina da batata é elétrica. Acabou de chegar o estoque de picanha para o fim de semana. Sem contar as cervejas que estão esquentando, é o que mais vende aqui. Será um enorme prejuízo se estragar", disse, enquanto o dono do estabelecimento cozinhava no escuro para seu único cliente, um amigo seu. "Nem o computador que controla as vendas funciona. Não tem muito o que fazer".

De acordo com a concessio

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Carlos Neto disse que, com a falta de energia, nem a batata-frita pode ser servida
nária Light, responsável pelo fornecimento de luz na capital fluminense, houve o desligamento de linhas de transmissão de energia elétrica em uma subestação de Furnas a pedido da ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

Com isso, houve a interrupção no fornecimento nos bairros de Copacabana, Ipanema, Leme, Jardim Botânico, Lagoa, Botafogo, Urca, todos na zona sul, e Rio Comprido, Tijuca, Andaraí e Grajaú, na zona norte.

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