Reforma do Maracanã pode custar o dobro da reconstrução de Teresópolis

Prefeitura estima que precisará de R$ 500 milhões para reerguer a cidade; gastos com limpeza ficarão em torno de R$ 28 milhões

iG Rio de Janeiro |

A prefeitura de Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, estima que serão necessários R$ 500 milhões para a reconstrução das áreas atingidas na cidade após os deslizamentos de terra causados pelos temporais na região. Além disso, segundo as autoridades municipais, deverão ser gastos até R$ 98 milhões apenas para a retirada de lama e escombros dos locais atingidos, bem como para a liberação das estradas obstruídas.

“Os R$ 500 milhões são para reconstruir a cidade, que ficou devastada, e esse valor pode ser ainda maior”, revelou o Prefeito Jorge Mario, durante entrevista nesta sexta, 14.

Esse valor representa a metade do dinheiro previsto para reformar o Maracanã para a Copa do Mundo de 2014. O orçamento para deixar o estádio mais famoso do País tinindo para a final da Copa é de R$ 700 milhões. Mas especialistas avaliam que os gastos com a obra podem chegar a R$ 1 bilhão.

O dinheiro estimado para reerguer a cidade de Teresópolis, uma das mais afetadas pelos temporais no dia 12 - considerada a tragédia natural com maior número de vítimas da história do Brasil - também seria inferior ao gasto na construção da Cidade da Música, inaugurada pelo então prefeito carioca Cesar Maia em 2008. Ainda inacabada, e com as obras paradas, ela custou R$ 518 milhões aos cofres públicos.

Esse valor também representa praticamente o triplo da previsão orçamentária do governo estadual para gastos com propaganda em 2010, que foi de R$ 160 milhões.

Mortos e desaparecidos

Além 228 óbitos, Teresópolis estima que 25 pessoas ainda estejam desaparecidas, mas o número pode ser bem maior, já que a comunicação está muito falha e há bairros isolados, conforme informou o secretário de Defesa Civil do município, Flávio de Castro. Os enterros entraram pela madrugada de hoje na cidade.

A Força Nacional de Segurança está na serra. Duzentos e vinte e cinco homens, entre eles 80 especialistas em salvamento, estarão nos municípios atingidos por tempo indeterminado. Entre eles há também peritos que vão trabalhar na identificação de corpos. Hoje está chovendo nos municípios atingidos.

* Com Agência Estado

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