Rede subterrânea do Rio é velha e traz riscos à população, afirma especialista

Explosão de um bueiro deixou dois turistas feridos em Copacabana

Agência Brasil |

A rede subterrânea do Rio de Janeiro, por onde passam fios e encanamentos de gás, energia, telefonia e água está envelhecida e pode significar risco para a população, segundo o engenheiro de segurança e diretor do Clube de Engenharia Jacques Sherique. Para o especialista, é preciso modernizar o monitoramento da rede.

“Nós [engenheiros] estamos fazendo uma proposição para que todas as redes de gás, luz, água e telefonia possam ser remapeadas, porque são muito antigas e estão, de certa forma, desorganizadas, podendo levar a riscos como esse caso que aconteceu em Copacabana”, alertou o engenheiro, lembrando a explosão de um bueiro no bairro da zona sul da capital fluminense no último dia 29. Um casal de turistas dos Estados Unidos ficou ferido no acidente .

AE
Funcionários trabalham no bueiro que explodiu em Copacabana
Sherique denunciou que, desde a privatização dos serviços, a manutenção tem sido reduzida. Mas a Light, concessionária que presta o serviço de distribuição de energia elétrica no Rio, garante que inspeciona as subestações a cada 60 dias e que, no local do acidente, por se tratar de uma caixa instalada no meio da rua, a inspeção periódica passou a ser feita uma vez por mês.

O engenheiro de segurança alertou que, “no caso da Light, não é apenas mapeamento. É uma instalação perigosa, com possibilidade de danos que poderiam ser minimizados usando detectores de níveis de temperatura e de explosividade para mapear essas subestações em todo o Rio”. Pela proposta do especialista, as informações levantadas pelos detectores seriam encaminhadas aos órgãos competentes em tempo real, para que sejam tomadas providências sempre que os indicadores de explosividade ou de temperatura atinjam níveis considerados perigosos.

Levantamento apresentado pela Light mostrou que, desde o início do ano, foram registrados problemas em sete câmaras subterrâneas da empresa. A companhia garantiu que aumentou o volume de recursos para manutenção e monitoramento da rede elétrica.

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