Recrutas foram infectados pelo vírus Influenza B, informa Marinha

Vírus causa infecção grave nas vias respiratórias e pode acarretar problemas renais

Beatriz Merched, iG Rio de Janeiro |

Os aspirantes a fuzileiros navais internados após um treinamento da Marinha na zona oeste do Rio foram infectados pelo vírus Infuenza B . O diagnóstico foi confirmado nesta terça-feira (23) pelo Comando do 1º Distrito Naval, após o resultado de análises feitas pela Fiocruz.

De acordo com a organização militar, o vírus Influenza B causa uma infecção grave nas vias respiratórias. Feita por via aérea, a transmissão dele é comum em lugares com muitas pessoas confinadas.

Márcia Foletto / Agência O Globo
Fachada do Hospital Naval Marcílio Dias, onde os pacientes infectados estão internados
Segundo o capitão de fragata e médico infectologista André Delorenzi, o problema de saúde que atingiu os militares não tem relação com esforço físico ou ingestão de alimentos e bebidas. Parentes das vítimas chegaram a relatar que elas tiveram pouco acesso à água potável durante o treinamento, mas a informação foi negada pela Marinha.

No total, 65 pessoas foram infectadas. Destas, 38 já tiveram alta e estão em estado de quarentena. Vinte e sete militares seguem internados, sendo 24 recrutas e três instrutores.

De acordo com a Marinha, a situação está controlada e o caso que necessita de mais cuidados é o de um recruta que apresentou um problema renal acarretado pelo vírus Influenza B. Ele está internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Naval Marcílio Dias, na zona norte do Rio.

"Estamos lidando com uma doença infecciosa grave que está em andamento. Mas estou razoavelmente tranquilo em relação ao andamento do estado de saúde dos pacientes", afirmou o capitão André Delorenzi.

A infecção dos recrutas ocorreu no Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves (Ciampa), localizado no bairro de Campo Grande, zona oeste da capital fluminense. O curso de formação de soldados do corpo de fuzileiros navais dura quatro meses e meio e as vítimas apresentaram os primeiros sintomas, como tosse e febre, na terceira semana.

A Marinha informou que já solicitou vacinas contra o vírus Influenza B à Secretaria Municipal de Saúde. Elas serão aplicadas nos recrutas infectados e nas 800 pessoas que frequentam diariamente o Ciampa.

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