Quatro municípios ainda têm bairros totalmente isolados

De acordo com o Exército, moradores de Sumidouro, Areal, Bom Jardim e São José do Vale do Rio Preto permanecem ilhados

Flávia Salme, iG Rio de Janeiro |

Apesar da ação de 700 homens do Exército e mais de 200 da Força Nacional de Segurança (FNS) nas áreas atingidas pelas chuvas na Região Serrana do Rio, cinco dias depois do temporal, ainda há quatro municípios com bairros completamente isolados. De acordo com o major Rovian Alexandre Janjar, oficial de comunicação social da 1ª Divisão do Exército, o problema se concentra nas cidades de Sumidouro, Areal, Bom Jardim e São José do Vale do Rio Preto.

No município de Sumidouro, são cerca de 3 mil moradores que permanecem ilhados, de acordo com a chefe de gabinete do prefeito, Caroline Moura. “Os bairros de Pilões, Cascata, Itororó, Fazenda Santa Cruz, Santo André, Fazenda Boa Vista e São Bento são os que ainda estão isolados”, ela diz. “Homens da Força Nacional de Segurança vão passar a noite de hoje lá, porque o helicóptero não chegou a tempo de buscá-los. Eles levaram mantimentos e prestam socorro aos feridos”, ela acrescenta.

Em Sumidouro, há cerca de 300 desalojados e 200 desabrigados. Levantamento da prefeitura informa que 20 pessoas morreram vítimas da tragédia e outras 5 estão desaparecidas. A cidade tem cerca de 14.500 moradores. Cerca de 50 pontes foram destruídas, o que impede o acesso aos bairros.

Já na cidade de Areal a prefeitura não soube informar quantas pessoas permanecem ilhadas, mas diz que os bairros Amazonas e Julioca (que juntos concentram cerca de 4 mil moradores), no zona norte do município, são os que estão se acessos. Na cidade, os bairros de Afonsina e Alberto Torres também ficaram bastante afetados. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, há 2.500 pessoas desalojadas das quais 1.200 ocupam abrigos municipais.

Exército diz que prioridade é abrir acessos

De acordo com o major Janjar, o Exército se concentra agora na desobstrução dos acessos às áreas isoladas. “A equipe do Batalhão de Engenharia visitou essas regiões para estudar a construção de pontes móveis. Aguardamos a orientação do governo do Estado sobre os locais onde deveremos fazer as instalações”, informou.

Em Bom jardim, três pontes foram derrubadas. Os bairros Bem-te-vi e de São Miguel foram os os mais prejudicados. Boa parte da cidade está sem luz, telefone e água. Para levar mantimentos, remédios e água potável para as regiões atingidas, bombeiros usam cordas para atravessar o rio que deixa as regiões ilhadas. Feridos são transferidos em botes.

Em São José do Vale do Rio Preto, o transbordamento do rio que corta o município ainda deixa dezenas de famílias isoladas. Cinco pontes foram destruídas na cidade. Alguns moradores conseguiram chegar ao centro urbano de bote, mas ainda há idosos, mulheres e crianças ilhados.

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