Quatorze bombeiros que ainda estavam presos são soltos no Rio

Nove deles permaneciam detidos por problemas na expedição dos alvarás de soltura

iG Rio de Janeiro |

Gustavo Pellizzon/Agência O Globo
Bombeiros foram de Niterói para o Rio de barca
Quatorze bombeiros que permaneciam presos no Rio de Janeiro até o início da tarde deste sábado (11) foram soltos. Nove deles estavam detidos por causa de problemas na expedição dos alvarás de soltura. Já os outros cinco ficaram presos por terem entrado no quartel de Niterói e não conseguiram sair.

Os alvarás de soltura para 429 bombeiros e 2 policiais militares que estavam presos desde o último dia 4 começaram a ser entregues por oficiais de justiça às 4h20 de hoje. Embora os alvarás tenham sido assinados por 10 presos por vez, os bombeiros esperaram a libertação da maior parte do grupo.

Após serem soltos, os bombeiros voltaram para o Rio de Janeiro de barca e se encontraram com colegas que, desde a semana passada, estão acampados em frente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Os militares que estavam detidos foram recebidos com aplausos.

Amanhã (12), a categoria, que reivindica reajuste salarial, fará uma manifestação na orla de Copacabana, na zona sul carioca.

A confusão com os bombeiros começou depois que eles invadiram o Quartel-Central da corporação no dia 3. No dia seguinte, o Bope (Batalhão de Operações Especiais da PM) invadiu o local e expulsou os manifestantes, que acabaram presos e foram levados para um quartel em Niterói.

Na última sexta-feira (10), a Justiça Militar concedeu habeas corpus aos militares presos. Nesta semana, apesar de a categoria reivindicar um piso salarial líquido de R$ 2 mil, o governo do Rio anunciou um reajuste de 5,58% para os bombeiros, o que vai representar um aumento de R$ 78 no salário.

Após serem soltos, os bombeiros reivindicam anistia, ou seja, que eles não sejam punidos criminalmente ou administrativamente pela invasão ao quartel. 429 militares foram denunciados ontem pelo Ministério Público.

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