Quadrilha fraudava certificados para legalizar pedras preciosas

Atividade era feita pelo braço israelense do bando desarticulado pela PF, sem conexão com contrabando de carros e contravenção

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Esquema desmontado pela PF envolvia contrabando de carros e de joias preciosas
A quadrilha desarticulada pela operação da Polícia Federal na sexta-feira (7) fraudava certificados do Ministério das Minas e Energia para legitimar e comercializar pedras preciosas trazidas do exterior para o Brasil ilegalmente, por contrabando.

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De acordo com as investigações, essa operação de joias era feita pelo segmento israelense da quadrilha, liderada por Yoram El Al, mas composto ainda pelos compatriotas Meir Zloff, Tal Amir, Vitaly Okorokov e Genrich Birman, que o assessoravam na empreitada ilegal.

A princípio, não foi identificada, porém, comunicação com o braço da contravenção – liderado por Haylton Escafura, ainda foragido. Os dois segmentos se associaram no ramo da importação e da lavagem de dinheiro, mas atuavam também de forma separada em suas especialidades e negócios autônomos.

O comércio de pedras preciosas é regulado no País pelo Ministério de Minas e Energia, que precisa reconhecer, em certificados, a legitimidade de determinados garimpos de extração para conceder autorização de importação do produto.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, já há provas da existência de certificados adulterados, que autorizam a compra e venda de pedras preciosas. Em seguida, essas peças antes “frias” e já legalizadas eram revendidas no comércio de joias no Brasil.

O esquema de contrabando e fraude na legalização das pedras preciosas foi descoberto pela Polícia Federal apenas na parte final das investigações da quadrilha desarticulada. Por isso, há menos provas robustas e o entendimento da operação pelas autoridades é menos sofisticado do que no caso do contrabando de carros.

A Polícia Federal espera que o material arrecadado pela busca e apreensão cumprida na sexta-feira em 26 endereços – em especial nos dos estrangeiros que tiveram pedida a prisão – venha a fornecer mais pistas e provas de como se dava essa operação.

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