Psicóloga desaparecida é fechada e reservada com a família, diz polícia

Karen Tannhauser não é vista desde sexta, quando foi filmada entrando no prédio onde mora, mas não saindo. Ela toma antidepressivo

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

Reprodução/Flickr
Karen Tannhauser (esquerda) está desaparecida desde o dia 31 de dezembro
A psicóloga Karen Tannhauser, 37 anos, é uma pessoa fechada e reservada com a família e amigos, de acordo com as apurações iniciais da Polícia Civil, que investiga desde ontem o seu desaparecimento. Karen sofria de depressão e vinha tomando medicamentos para tratar o problema. Moradora do Jardim Botânico, ela não é vista desde a tarde do dia 31 de dezembro, quando foi deixada em casa pelo namorado.

"Ela não dá grandes informações para a família, é muito fechada, reservada. Mas nada alarmante, nenhum fato específico que chamasse a atenção", disse a delegada Bárbara Lomba, da 15a Delegacia Policial (Gávea).

A policial confirmou o uso de remédios pela psicóloga, mas disse que ainda não há nenhum laudo médico ou diagnóstico que indicasse especificamente a necessidade dos remédios. "Entretanto isso não é suficiente para determinar alguma linha de investigação", afirmou a delegada.

Filmagens do circuito interno mostram a psicóloga entrando no condomínio - de 11 andares e dois blocos - mas não saindo. Houve buscas nas áreas comuns do prédio, como corredores, escadas, caixas-d'água e até fosso dos elevadores, mas Karen não foi encontrada. O caso é um mistério, para a polícia, que ainda não cogita quebrar os sigilos bancário e fiscal de Karen.

Desde o registro de desaparecimento, feito pela família, na tarde deste domingo, a polícia procura pistas do paradeiro da psicóloga, ainda sem sucesso. Equipes de policiais estiveram no prédio onde vive a família e conversaram com parentes e moradores, com o objetivo de fazer uma reconstituição dos últimos passos conhecidos de Karen.

Os vídeos do sistema de segurança do prédio - que tem câmeras na porta de entrada, nos elevadores e na garagem, mas não nos corredores - não mostram a mulher.

De acordo com a família, ela voltou para casa por volta das 13h de sexta-feira, quando não havia ninguém no apartamento, e trocou de saia e sapato. Ela teria saído sem nenhum documento, sem os óculos de grau e o telefone celular.

"Queremos saber se realmente saiu do prédio, como saiu e qual a motivação, se é voluntário ou não, se houve algum acidente. Saindo a pé, não há imagens. Pode talvez ter saído de carro", disse Bárbara Lomba.

Segundo a mãe, Sônia Tannhausen, Karen nunca desapareceu sem dar notícias. Ela afirmou estar tomando calmantes desde o desaparecimento da filha e fez um apelo para ela voltar, caso esteja voluntariamente afastada.

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