Próxima audiência do caso Lavínia é marcada para julho

Primo do pai da vítima que teria ajudado acusada será interrogado

iG Rio de Janeiro |

A 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, marcou para o dia 4 de julho a continuação do julgamento do processo que apura o assassinato da menina Lavínia Azeredo de Oliveira , de 6 anos. Nessa data, será ouvido Flávio de Oliveira Teixeira, primo do pai da vítima que teria ajudado a acusada Luciene Reis Santana, de 24 anos, a cometer o crime.

Na última segunda-feira (6), o nome dele foi citado algumas vezes durante o depoimento de sete testemunhas de acusação. A mãe de Lavínia, Andreia Azeredo, declarou à Justiça que Flávio teria passado à Luciene informações sobre o dia-a-dia de sua casa.

Com esses dados cotidianos, a acusada teria raptado a menina sem levantar suspeitas. Segundo Andreia, Flávio era amigo de Luciene e a encontrava com frequência.

“Tendo em vista que várias testemunhas citaram o nome Flávio, requer que seja o mesmo intimado como testemunha referida nesta data para que compareça a fim de prestar depoimento”, escreveu o juiz Paulo Rodolfo Maximiliano de Gomes Tostes na ata da audiência.

A previsão é de que Luciene também seja interrogada no dia 4 de julho. Ela só será ouvida pelo juiz após todos prestarem depoimento. No processo não constam testemunhas de defesa.

Relembre o caso

Lavínia Azeredo de Oliveira, de 6 anos, desapareceu no dia 28 de fevereiro deste ano e foi encontrada morta no quarto de um hotel no centro de Duque de Caxias, no dia 2 de março. Segunda a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a menina foi morta por asfixia pela amante do pai da vítima, Luciene Reis Santana, de 24 anos.

Após cometer o assassinato, a acusada colocou o corpo da menina dentro da estrutura de alvenaria da cama do quarto de hotel, coberta pelo estrado de madeira e pelo colchão. De acordo com o MP, o crime ocorreu porque Luciene não aceitava a iniciativa do pai de Lavínia, Rony dos Santos, em terminar o relacionamento amoroso extraconjugal.

Na véspera do sumiço da menina, os dois haviam discutido e a acusada teria resolvido matar a criança a fim de atingir Rony. No dia 31 de março, a Justiça decretou a prisão preventiva da ré. Para o juiz, o crime foi cometido, por motivo “torpe, ignóbil e abjeto sentimento de vingança interligado ao sentimento de posse que nutria pelo genitor da vítima”. Luciene é acusada pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

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