Protesto contra Dilma atrasa abertura da Bienal do Livro no Rio

A presidenta Dilma Rousseff foi recebida por cerca de 500 estudantes que cobram mais investimentos no ensino público

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro |

Valmir Moratelli
Estudantes bloqueiam a entrada do pavilhão 5 da Bienal do Rio
Cerca de 500 manifestantes, na maioria estudantes e professores de escolas públicas do Rio de Janeiro, bloquearam a entrada do pavilhão 5 do Riocentro, na zona oeste da cidade, onde acontece a 15ª edição da Bienal Internacional do Livro . Às 16h20 desta quinta-feira (1), a presidenta Dilma Rousseff chegou de helicóptero ao local e foi recebida por gritos e barulhos de apitos e chocalhos trazidos pelos manifestantes.

Os jovens fizeram um grande cordão de isolamento dando as mãos para evitar que as pessoas passassem para dentro do centro de exposições. Os seguranças agiram com violência chegando a derrubar alguns deles no chão.

“Dilma, é sua obrigação apoiar a educação”, gritam os estudantes munidos de faixas e cartazes cobrando mais investimento no ensino público do País. O tumulto já atrasa em mais de duas horas a abertura da feira. Mais seguranças estão sendo enviados para o pavilhão 5 para tentar abrir caminho para a passagem da comitiva presidencial.

A professora de fisioterapia Adriana Macedo, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, falou ao iG que esse agrupamento se deu de forma improvisada e sem qualquer cunho político. “É uma manifestação por vários motivos. Tem a questão salarial, mas também queremos infraestrutura como banheiros mais decentes e laboratórios mais bem equipados”, afirmou ela. Entre os manifestantes há alunos com uniformes de escolas particulares, universitários da UFRJ e jovens com uniformes das redes públicas municipal e estadual.

A estudante do ensino fundamental, Mariana de Almeida, do Colégio Pedro II, disse ao iG que sua escola “só tem professores substitutos” e considera que a manifestação “é uma chance para a gente cobrar que as aulas tenham regularidade e que não fiquemos com o ano letivo comprometido.”

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