Promotoria pede prisão de policiais suspeitos de atirar em carro de juiz

Caso foi em outubro. Magistrado viu homens armados, pensou que fosse falsa blitz e fugiu. Policiais, então, fizeram disparos

iG Rio de Janeiro |

A 23ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro pediu à Justiça nesta sexta-feira (15) a prisão preventiva de dois policiais civis suspeitos de terem atirado no carro do juiz do Trabalho Marcelo Alexandrino no dia 2 de outubro do ano passado, em Jacarepaguá, na zona oeste. Na ocasião, o magistrado, sua enteada de 11 anos e o filho de oito foram atingidos.

No dia do fato, o juiz avistou homens de preto fortemente armados e um carro vermelho na avenida Menezes Cortes. Ao pensar que fosse uma falsa blitz e que poderia ser assaltado, Alexandrino deu ré com o carro para fugir.

Os policiais, então, atiraram em seu veículo e feriram o magistrado e as crianças. Segundo a denúncia, as vítimas só não morreram, devido “à imperícia dos denunciados, que não lograram êxito em atingir todas as pessoas que estavam no carro, e ao socorro médico recebido”.

Os agentes envolvidos afirmaram, em um primeiro momento, que haviam atirado para cima e que as balas que atingiram o carro do juiz teriam sido disparadas por um segundo veículo que passava na hora da “blitz”. A versão foi desmentida pelo exame de balística, por Alexandrino e por uma testemunha que passava no local na hora do crime.

O promotor de Justiça Homero Freitas Filho afirmou que a Prisão Preventiva é imprescindível, “sob pena de descrédito das instituições”. Os agentes foram afastados do serviço na época e tiveram a prisão temporária decretada.

    Leia tudo sobre: ataque carro juizJacarepaguá

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG