Promotoria pede à Justiça prisão de PMs investigados pelo sumiço de Juan

Solicitação foi de prisão temporária de 30 dias

iG Rio de Janeiro |

Agência Estado
Cartazes com a pergunta "Quem matou Juan" foram espalhados pelo Aterro do Flamengo durante um protesto
O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro pediu à Justiça nesta terça-feira (19) a prisão temporária por 30 dias de quatro policiais militares que estão sendo investigados pelo desaparecimento do menino Juan Moraes, de 11 anos.

Juan desapareceu no dia 20 de junho em um suposto tiroteio na favela Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Na ocasião, o irmão de Juan, Wesley, de 14 anos, e um jovem de 19 anos foram baleados. Um suspeito de integrar o tráfico, identificado como Igor de Souza Afonso, foi morto.

O caso começou a ser investigado depois que Wesley afirmou que viu Juan baleado e caído no chão. Após isso, a criança não foi mais vista. Sem mencionar que o menino tinha sido atingido, os quatro PMs que participaram da ação registraram o fato na delegacia como auto de resistência (morte em confronto com a polícia).

O corpo de Juan foi achado no rio Botas, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, no início deste mês. Inicialmente, uma perita da Polícia Civil informou que os restos mortais eram de uma menina mas um exame de DNA comprovou que o cadáver era do menino desaparecido. A policial foi afastada das funções e responde a uma sindicância interna.

Os quatro PMs investigados foram afastados do batalhão de Mesquita (20º BPM), onde eram lotados. Na última sexta-feira, a polícia informou que um exame de balística feita em cápsulas recolhidas na comunidade da Danon indicou que as balas saíram de um fuzil usado pela corporação, o que pode afastar a hipótese de um tiroteio no dia em que Juan sumiu.

No pedido, as promotoras Adriana Lucas Medeiros e Júlia costa Silva Jardim requereram a prisão temporária dos PMs por dois homicídios duplamente qualificados (pelas mortes de Juan e Igor), duas tentativas de homicídio duplamente qualificado (Wesley e o outro jovem baleado.) e ocultação de cadáver (de Juan).

os cabos PMs Edilberto Barros do Nascimento e Rubens da Silva, e os sargentos Isaías Souza do Carmo e Ubirani Soares). As Promotoras de Justiça Adriana Lucas Medeiros, titular da 7ª Promotoria de Justiça que atua junto às delegacias especializadas, e Júlia costa Silva Jardim, titular da 1ª Promotoria de Justiça junto à 4ª Vara Criminal – Júri , requereram a prisão temporária por dois homicídios duplamente qualificados (pelas mortes do menino Juan Moraes e de Igor de Souza Afonso), duas tentativas de homicídio duplamente qualificado (W., o irmão de Juan, e a testemunha W.) e ocultação de cadáver (de Juan).

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