Procuradora acusada de tortura ficará em Bangu

Vera Lúcia de Sant´Anna Gomes estava foragida havia oito dias

iG São Paulo |

A procuradora de Justiça aposentada Vera Lúcia Sant'Anna Gomes deixou o prédio do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) por volta das 14h20 desta quinta-feira e foi encaminhada para a Polinter, no Andaraí, zona norte da capital fluminense. De lá, ela será levada para o presídio Bangu 8, no complexo penitenciário de Bangu, onde há celas especiais para quem possui diploma universitário.

AE
Vera Lúcia Gomes se apresenta à Polinter do Andaraí, na zona norte do Rio
Acusada de torturar uma menina de 2 anos que pretendia adotar e estava sob sua guarda provisória, Vera Lúcia se entregou à Justiça no início da tarde desta quinta-feira. O advogado dela, Jair Leite Pereira, disse que a procuradora ainda tinha esperanças de ter a prisão revogada. Ela chegou ao TJ-RJ com óculos escuros, os cabelos presos por um lenço e não falou com a imprensa. Vera Lúcia chorou em alguns momentos ao se apresentar, segundo informou seu advogado.

Revogação de prisão negada

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) negou nesta tarde o pedido de revogação da prisão da procuradora. O advogado dela, Jair Leite Pereira, solicitou a revogação sob o argumento de que ela não causa impedimentos ao andamento da investigação, reside em endereço fixo e não tem antecedentes criminais desfavoráveis.

Em sua decisão, o juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, em exercício na 32ª Vara Criminal da capital fluminense, destacou que a soltura prematura da acusada poderá prejudicar a colheita de provas. Vera Lúcia estava foragida desde ontem, quando sua prisão foi decretada.

Na segunda-feira, a Justiça negou o pedido da defesa que pedia a revogação da prisão da procuradora. Hoje, ela se entregou à Justiça no Fórum do Rio, no centro da cidade. Vera Lúcia chegou ao TJ com um turbante cor de rosa na cabeça e óculos escuros e chorou em alguns momentos.

Prisão domiciliar

O advogado de Vera Lúcia havia dito hoje, antes da decisão, que entraria com um pedido de prisão domiciliar para a procuradora aposentada caso fosse negada a revogação de sua prisão preventiva. Pereira afirmou que, apesar de o benefício ser garantido a partir dos 70 anos de idade, fará o requerimento em favor da acusada, de 66. "Vou pedir pelo estado emocional dela e pelas circunstâncias da acusação", explicou.

Tratamento

Vera Lúcia de Sant´Anna Gomes terá que pagar tratamento psicológico para a menina de dois anos que pretendia adotar, segundo decisão da Vara de Infância, Juventude e Idoso da Comarca do Rio de Janeiro. O pedido foi feito pelo Ministério Público Estadual do Rio (MP-RJ).

De acordo com a decisão, a procuradora deverá começar a custear imediatamente o tratamento para a menina, em unidade da rede particular de Saúde, no valor de 10% de seus rendimentos. A Justiça enviou ofício ao abrigo onde a criança se encontra para que seja providenciado o profissional que fará o tratamento no prazo de dez dias.

A ação sustenta que o tratamento psicológico a ser imediatamente iniciado contribuirá para atenuar, desde logo, o sofrimento da criança, proporcionando-lhe a oportunidade de se tornar uma pessoa livre dos traumas acarretados pelos atos praticados pela ré.

*com informações da AE

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