Procuradora acusada de maus-tratos depõe no TJ do Rio

Testemunhas foram ouvidas a portas fechadas, a pedido do Ministério Público e dos advogados da ré

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Vera Lúcia Gomes no dia que se apresentou à Polinter, no Rio de Janeiro
Começou na noite desta sexta-feira o depoimento da procuradora aposentada Vera Lúcia de SantAnna Gomes, acusada de tortura a menina de dois anos que pretendia adotar e estava sob sua guarda provisória, ao juiz Mario Henrique Mazza, da 32º Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O depoimento tem previsão para terminar por voltas das 22h, segundo informação da assessoria de imprensa do TJ.

Pela manhã, o juiz ouviu oito testemunhas de acusação e seis de defesa. Segundo o Tribunal de Justiça, a audiência aconteceu a portas fechadas, a pedido do Ministério Público e dos advogados da ré. A estratégia teria como objetivo preservar as testemunhas, para que elas tenham tranquilidade e segurança para prestar suas declarações. O Ministério Público recebeu informações de que algumas delas estavam se sentindo pressionadas e expostas pelo assédio da imprensa.

Entre as testemunhas de acusação estão ex-empregadas da acusada. Na defesa, serão ouvidas a cabeleireira, a taróloga da procuradora, além de uma psicóloga.

Vera Lúcia está detida desde o dia 13 de maio numa cela especial na unidade feminina do presídio Nelson Hungria, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio. A procuradora aposentada divide a cela com outras nove detentas - a maioria presa por tráfico de drogas.

Na última terça-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou habeas-corpus à Vera Lucia Sant'Anna Gomes. Caberá à Quinta Turma a análise do mérito do caso.

* Com informações da Agência Estado

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