Processo de 2009 revela plano para matar juíza assassinada no Rio

Segundo os autos, interceptações telefônicas feitas pela PF informaram que bicheiro queria matar Patrícia Acioli

iG Rio de Janeiro |

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Patrícia Acioli tinha 47 anos e foi morta quando chegava em sua casa, em Niterói
Autos de um processo de homicídio aberto pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, em 2009, revelam naquela época que havia um plano para matar a juíza Patrícia Acioli, que foi assassinada na semana passada, em Niterói.

Segundo os autos, na ocasião, havia uma "noticia concreta trazida pela Polícia Federal que tramam contra a vida da juíza, da sua família e que também pretendiam denegrir a sua imagem junto ao Tribunal de Justiça".

De acordo com o texto, essas ameaças foram captadas em interceptações telefônicas feitas em conversas mantidas pelo bicheiro Luís Anderson Azeredo Coutinho, um dos réus da ação. Os autos informam que, diante das ameaças, Patrícia Acioli teve que retirar os seus filhos de Niterói.

Segundo consta nos autos, após serem noticiadas as ameaças, a juíza aguardava que "providências legais fossem tomadas".

O processo que revela ameaças à juíza tratava do assassinato de um homem que testemunhou a ação violenta de integrantes da máfia do transporte alternativo que atuava em São Gonçalo.

Hoje, o advogado contratado pela família de Acioli, o criminalista Técio Lins e Silva, deverá encaminhar à Divisão de Homicídios da Polícia Civil, que investiga a morte da magistrada, ofícios enviados pela juíza ao Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) relatando os riscos que corria.

"As autoridades sabiam (das ameaças), a polícia sabia e a divisão de segurança do Tribunal de Justiça sabia. Tudo foi comunicado pela Patrícia ao longo dos anos", afirmou Lins e Silva.

Segundo ele, "há ofícios dramáticos em que Patrícia pede providências" para a garantia de sua segurança. O TJ-RJ alega que a magistrada abriu mão de sua escolta em 2007 e não voltou a pedir proteção.

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