Presos por ataques vão para penitenciárias federais, diz subsecretário

Prefeitura vai fechar parte dos acessos ao Complexo do Alemão e à Vila Cruzeiro

Fábio Grellet, especial para o iG |

Todas as pessoas presas sob acusação de envolvimento com os ataques promovidos no Rio de Janeiro desde o último domingo (21) serão encaminhadas para presídios federais, informou nesta quinta (26) o subsecretário operacional da Secretaria Estadual de Segurança do Rio, Roberto Sá.

“Nove presos já estão sendo transferidos hoje, por ordem do Tribunal de Justiça do Rio”, afirmou Sá, que disse desconhecer o presídio para onde eles vão.

Segundo o subsecretário, ainda não há decisão quanto à incursão da polícia no complexo do Alemão. “É possível que ocorra [uma operação no complexo], mas por enquanto está sendo feito apenas o cerco [à região]”, disse. Mas já existem incursões da polícia, segundo apurou o iG .

A Prefeitura do Rio vai interditar alguns acessos ao complexo e à Vila Cruzeiro. Os acessos mantidos abertos terão a iluminação reforçada.

Para Sá, por questão operacional não foi possível impedir o deslocamento dos criminosos flagrados ontem por uma emissora de TV fugindo da Vila Cruzeiro rumo ao vizinho complexo do Alemão. “Não considero que tenha sido fuga, mas sim o deslocamento de um ponto a outro de comunidades vizinhas. Mas eles estão cercados”, afirmou.

O subsecretário afirmou ter conhecimento de que traficantes em fuga invadiram casas de moradores do complexo do Alemão e, após ameaças, estão hospedados nessas moradias. “Sabemos que eles [os bandidos] fogem, se urinam e fazem essas covardias com moradores. Mas vamos colocar fim a essa situação”, afirmou.

Das ações de combate aos criminosos participam, hoje, as polícias Civil, Militar e Federal, disse Sá. Os 800 membros da Brigada Pára-quedista do Exército serão integrados ao grupo e terão a responsabilidade de manter o cerco às duas comunidades (Vila Cruzeiro e complexo do Alemão), mas não vão entrar nelas. As incursões caberão a policiais militares e civis.

Por enquanto, segundo o subsecretário, não há data para instalação de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nessas comunidades. “Elas estão previstas, mas primeiro é preciso pacificar essas áreas, esse é o primeiro passo. Só depois vamos tratar de instalar as UPPs”, disse.

    Leia tudo sobre: arrastãoviolênciaincêndio em ônibus

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG