Preso mais um PM suspeito de envolvimento em morte de juíza

Soldado Handerson Lents se apresentou na Divisão de Homicídios esta manhã, onde prestou depoimento

iG Rio de Janeiro |

Um dia após ter a prisão temporária decretada pela Justiça por suspeita de envolvimento na morte da juíza Patrícia Acioli , o soldado Handerson Lents se apresentou na manhã desta sexta-feira (30) na Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ele começou a prestar depoimento por volta das 10h e esteve acompanhado do defensor público Leonardo Rosa Melo da Cunha até o meio-dia.

Ele é o 11º policial militar suspeito de participar do assassinato da magistrada , ocorrido no dia 11 de agosto, em Niterói, na região metropolitana. Lents, segundo o relato de um cabo que já estava preso, teria fornecido o endereço de Acioli aos assassinos.

Lens é lotado no 12º BPM (Niterói). Ao chegar para prestar depoimento na DH, ele entregou sua arma de trabalho. O PM procurou a Defensoria Pública, no Centro, nesta sexta, antes de se apresentar à Divisão de Homicídio.

No início desta semana, foi preso o tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, ex-comandante do batalhão de São Gonçalo (7º BPM) . Segundo a polícia, ele seria o mandante do assassinato da juíza. O motivo seria o fato de a magistrada estar buscando provas para pedir a sua prisão . O oficial era investigado por homicídios e corrupção.

A prisão de Cláudio Luiz foi o estopim para a saída do coronel Mário Sérgio Duarte do comando da corporação. A mando do ex-chefe da PM, Cláudio foi transferido do 7º BPM para o 22º BPM (Complexo da Maré).

O depoimento de um cabo já preso por ligação com o crime revela que os PMs do 7º BPM apreendiam drogas, armas e dinheiro de traficantes de favelas de São Gonçalo e dividiam os bens. De acordo com o relato do cabo, quando a apreensão tinha um valor mais elevado, uma parte tinha que ter ser entregue a Cláudio Luiz.

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